Duas respostas…

Date: Fri, 2 Jul 2010 00:51:02 +0100

Viva!
Para não maçar as restantes pessoas que tenho na minha lista de favoritos, resolvi juntar estes dois asssuntos no mesmo email, já que estão proximamente relacionados.

Começo por responder ao último email do meu caríssimo xxx que, por ter sido remetido a vários correspondentes, passo a transcrever:

«Contradizes-te porque aí mesmo estás a descredbilizar o PNAS.
E pior ainda parece que tu mesmo estás a caír na armadilha de fazer ciência com ideologia e a manipular os factos.
Já que insistes fui-me dar ao trabalho de fazer uma pequena pesquisa sobre o assunto.
O consenso científico continua a ser suficiente nesta questão e não existem falhas fundamentais nos dados analisados pelos diversos corpos e não apenas pelo IPCC:

Não digo que amanhã não haja uma revolução e a nossa visão da história da alteração climática possa ser diferente mas ou se aceita o conhecimento actual ou mais vale acreditar em bruxaria.
A afirmação do oceanógrafo Richard Somerville em particular parece relevante:
“We’re facing an effort by special interests who are trying to confuse the public” nesta reportagem
»

Com as devidas desculpas pelo atraso na resposta, devo relembrar que não estava a a tentar discutir a Teoria das Alterações Climáticas de Origem Antropogénica (TACOA)… Simplesmente comparei o artigo da PNAS às listas de dissidentes que a STASI elaborava e às práticas fascizóides de censurar na literatura científica os autores que não defendam a ideologia, dita, “consensual”. O progresso científico sempre foi feito na base da discussão de ideias e, sabemos, a validade de qualquer teoria não depende do número dos que a defendem, mas, dos dados que são apresentados. Noto apenas que o primeiro link vale o que vale, já que se trata de um site gerido pelo lobby ambientalista e, quanto ao sengundo link, remeto para uma comunicação do Lord Christopher Monckton, poucos dias antes da Conferência de Copenhaga: . Acrescento ainda que, apurou-se numa recente sondagem – cujo link não consegui agora encontrar, mas, comprometo-me a divulgar – que 47% dos meteorologistas norte-americanos não aceitam a TACOA. Quanto à credibilidade do Stephen Schneider, co-autor do artigo da polémica, relembro este artigo de 1971 http://www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/173/3992/138 em que se pode ler: «However, it is projected that man’s potential to pollute will increase 6 to 8-fold in the next 50 years. If this increased rate of injection… should raise the present background opacity by a factor of 4, our calculations suggest a decrease in global temperature by as much as 3.5 °C. Such a large decrease in the average temperature of Earth, sustained over a period of few years, is believed to be sufficient to trigger an ice age. However, by that time, nuclear power may have largely replaced fossil fuels as a means of energy production.» Concluo que, não só nunca deu uma para a caixa – primeiro defende uma Idade do Gelo ao virar da esquina, agora defende o Aquecimento global -, como adequa os resultados dos seus trabalhos à conveniência da ideologia comuno-ecologista.

Outro caríssimo amigo que já não vejo há algum tempo, o yyy, enviou-me um email com o seguinte link, que tomo a liberdade de transcrever: http://www.greenpeace.org/international/en/news/features/Our-plan-to-stop-the-oil-95-renewables-by-2050/?utm_source=gpisilverpop&utm_medium=email&utm_campaign=newsjune10&utm_content=text . Trata-se de um artigo da Greenpeace que defende uma meta de 95% de energias renováveis até 2050.
Independentemente da fé que se possa ter nas renováveis, isto é irrealista quando remetem a energia nuclear a 0%. A intermitência das eólicas e fotovoltaicas, dependentes da existência de luz e vento, impede uma aposta clara nestas tecnologias. Além dos custos associados à produção e manutenção – seis vezes o preço de mercado, garantido pelo Estado, para os produtores eólicos e quinze vezes para os fotovoltaicos (uma Dívida Pública disfarçada, paga por todos no âmbito do défice tarifário) -, temos o tempo de vida útil dos geradores (30-35 anos), a capacidade de geração (o state of the art das eólicas é 5MW) e o impacto paisagístico, ambiental e financeiro da adopção destas fontes de energia em larga escala. Lembremo-nos da central fotovoltaica espanhola que gerava energia durante a noite! Para receber os subsídios, instalaram um gerador a diesel que, certa noite, se esqueceram de desligar… Ou da famosa central da Amareleja que, é tanta a intermitência ,que a energia é transferida para Espanha a custo zero ou dissipada na terra…
Para produção de electricidade, resta a tecnologia hidroelectrica e basta ver o absurdo que é o Plano Nacional de Barragens para perceber a destruição do património ambiental, histórico e arqueológico que lhe está associado. Pelos vistos, Foz Côa não serviu de lição para ninguém!
Correndo o risco de lançar uma desejável discussão, vamos ter em conta que o dióxido de carbono (CO2) não é um poluente! Assim, tendo em conta a capacidade de produção já instalada no nosso país, revejo-me na posição do documento em anexo. Uma aposta nas centrais de ciclo combinado a gás natural e centrais térmicas a biomassa; manutenção e upgrade das centrais a carvão; instalação de mais geradores nas hidroelectricas sem construção de mais barragens; cessação do investimento em eólicas, fotovoltaicas e mini-hidricas; desenvolvimento da rede de micro-geração, com energia a preço de mercado e constituição de uma comissão instaladora, abrangendo os mais diversos sectores da sociedade, com total transparência, para estudar a um prazo de trinta anos a construção de uma a três centrais nucleares com reactores de quarta ou quinta geração, aproveitando os recursos nacionais de material físsil e desenvolvendo a indústria portuguesa nos sector da transformação, processamento e reciclagem de isótopos radioactivos.
É claro que, escusado dizer, é mais barato poupar do que inovar, portanto, estamos todos de acordo sobre a necessidade de desenvolver um Plano Nacional de poupança de energia…

Com os melhores cumprimentos!
António Gaito

POSICAO%20SOBRE%20A%20POLITICA%20ENERGETICA%20NACIONAL[1].pdf

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