Mais uma verdade inconveniente…

Date: Tue, 27 Jul 2010 23:15:52 +0100

Viva!

Não “descobri a pólvora”, mas, parece que o trabalho a que me dei nos últimos tempos livres deu frutos!

Mas, desde o princípio…

Li há dias este artigo que me deixou intrigado. Segundo Mauas et al, 2010 (em anexo), existe uma correlação – não necessariamente uma relação de causalidade – entre o número de manchas solares e a quantidade de precipitação nas Américas. Por exemplo, na imagem wuwt-mauas2010.png vê-se uma correlação interessante entre o caudal do Rio Paraná e a quantidade de manchas solares no período 1909-1999.

Pensei cá para mim: será que podemos extrapolar esta correlação à escala global? E encontrei o trabalho de Trigo, 2004 (em anexo) -no seguimento de Gomes, 1998 (também em anexo) – que correlaciona a pluviosidade em Portugal com a Oscilação do Atlântico Norte (NAO). «Como é que isto pode ser?», pensei eu. Numa parte do planeta o Sol é a maior influência, na outra é a temperatura do oceano? E dei-me ao trabalho de combinar a linha das manchas solares de Mauas et al, 2010 com a anomalia de precipitação em Portugal de Trigo, 2004

O resultado é o gráfico pluv-ptVSssn.jpg: não só existe alguma relação (que ainda não compreendi) entre estas duas variáveis por altura do shift climático de 1974-1975 como, na segunda metade da década de quarenta e em toda a década de noventa – assinaladas a vermelho -, existe uma correlação óbvia entre o número de manchas solares, a precipitação em Portugal e, como foi demonstrado nos dois trabalhos já mencionados, a NAO.

Conclusão: o clima não é só efeito de estufa! Há demasiadas variáveis a ter em conta e nem sabemos como é que todas se relacionam. O que em dada altura parece ser o factor dominante, rapidamente pode ser suplantado por algo que nem sequer nos passava pela cabeça! E os feedbacks (a reacção do sistema a um determinado evento)? Ainda agora foi publicado um artigo sobre a importância das tempestades tropicais como termostato do planeta (versão preliminar gratuita, antes do peer-review) – um feedback negativo que, segundo a Teoria das Alterações Climáticas de Origem Antropogénica, nem devia existir!

Caríssimos… Formulem as vossas opiniões!

Com os melhores cumprimentos!
António Gaito

O texto acima foi escrito com o maior desprezo pelo Acordo Ortográfico.

António Lopes Pereira Gaito

Mauas et al, 2010.pdf

Trigo, 2004.pdf
Gomes, 1998.pdf

Uma resposta to “Mais uma verdade inconveniente…”

  1. Aposta de uma caneca de cerveja sobre a anomalia de temperatura em Abril « Quarta República Says:

    […] podemos ter uma certeza: vai começar fresco e húmido. Sabendo que, nas circunstâncias actuais, o principal factor determinante do clima no litoral da Península Ibérica é a Oscilação do Atlâ…, basta olhar para o primeiro gráfico da tabela acima… Já fui, até, acusado de […]

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