Sobre o eco-fascimo. .. Para quem tiver paciência, honestidad e intelectual e cultura científica (ou a bertura para tal)!

Date: Sat, 28 Feb 2009 02:44:01 +0000

Caríssimos!

Como sabeis, não tenho, normalmente, pachorra para reenviar emails, quanto mais para pedir que o façam com origem em mim. Nem sou dado a mensagens curtas e directas (daquelas em que o rigor é mero acessório), de teor populista e/ou alarmista, não caminhassem estes adjectivos de mão dada… O que me leva a enviar esta mensagem à maior parte dos meus contactos, para além do meu espanto desde há muito com a paranóia surrealista, a tocar o religioso, da teoria das alterações climáticas de origem antropogénica, o “ismo” do dealbar do milénio, tem a ver com a afectação de recursos financeiros, em tempo de crise, para a pseudo-ciência e, julgo que não será demasiado rebuscado, para o cumprimento de agendas políticas que, sendo a história o derradeiro juiz, espero, durante o meu tempo de vida, vir um dia a compreender e ver desmascaradas.

Para aqueles que, não satisfeitos com o que a comunicação social “mainstream” oferece pronto a consumir, têm paciência, como eu tive, para aprender e estão dispostos a participar naquilo que faz o conhecimento científico, o debate, talvez esta mensagem possa despontar o espírito crítico que fez da nossa civilização aquilo que é hoje. Para quem não tem pachorra para aprender ou, qual criacionista, cuja única verdade reside nos textos sagrados, prefere ser apenas uma peça no jogo de interesses que tomou proporções globais de carácter religioso, sem atentar naquilo que o conhecimento factual postula, apenas isto: não vale a pena continuar a ler… Comunguem a hóstia do eco-fascismo!

Começando por ir directo ao assunto, aqui está uma ligação a um video, entre muito material que existe para leigos, que explica alguns dos aspectos que levam ao descrédito da teoria das alterações climáticas de origem antropogénica: http://video.google.com/videoplay?docid=-2827010454587416316&hl=en . (Tirado daqui: http://www.climate-skeptic.com/2007/09/table-of-conten.html ).

Três situações recentes levam-me a enviar-vos isto e, desde já vos peço, qualquer dúvida que haja em relação a este assunto ou qualquer discussão que queiram ter (dentro dos limites do bom senso e do rigor que exige o debate científico), sintam-se à vontade para me contactar. A primeira é um caso flagrante de esbanjamento de dinheiro público: os canadianos lançaram em Abril de 2008 um satélite no valor de 300.000 USD com sensores que permitem aferir sobre o ciclo do dióxido de carbono nas várias camadas atmosféricas e, há poucos dias, um satélite dos E.U.A. com a mesma missão, no valor de 285.000.000 de USD, foi destruido no lançamento devido a um erro técnico. Julgo não ser necessário explicar este motivo… O segundo motivo veio do Japão: o órgão consultivo do governo nipónico para os assuntos científicos comparou, num relatório redigido em termos pouco científicos, senão mesmo, insultuosos, a paranóia do aquecimento global à astrologia. O terceiro motivo, respeitante ao nosso país, tem a ver com o resultado da Avaliação de Impacto Ambiental da Terceira Travessia sobre o Tejo: não questionando o estatuto do Instituto da Conservação da Natureza (só isso seria motivo para um debate per se), o que temos é um autêntico desprezo pelo caminho seguido, a custo, ao longo de vários anos, em relação a parâmetros ambientais como o impacto sobre os habitats, a qualidade do ar ou as emissões de poluentes como as partículas pesadas. Em verdade nos dizem que as portagens devem custar o dobro em hora de ponta e a velocidade máxima não deve exceder os 50 KM/H por causa das emissões de gases com efeito de estufa!

Contactei com a climatologia, e apaixonei-me por este ramo da física, quando me deparei com as reconstituições paleoclimatológicas na cadeira de Génese e Evolução da Humanidade, no primeiro ano de Arqueologia. Há mais de um ano que estudo e sigo com atenção as novidades que surgem no que diz respeito a alterações climáticas. Não tenho, porém, pachorra para escrever um manifesto sobre este assunto. Nem me parece que possa, para mais num campo que não é do meu domínio, argumentar com a necessária clareza e conhecimento de causa… Isso não me impede, no entanto, de ficar arreliado quando vejo os grupos de interesse a mandar areia para os olhos da população, na qual me incluo, para, por exemplo, pagar, através dos impostos, os subsídios a energias seis vezes mais caras, como as eólicas (gostaria de assistir a um debate entre um ambientalista e um biólogo sobre os parques eólicos…). Então, envio-vos como introdução a ligação para um documentário (dividido em seis partes) que pode sintetizar alguma da informação essencial sobre este tema, antes de engulir o alarmismo “fast-food” que nos é impingido: . Já agora, em língua portuguesa, um blog mantido por um climatologista, http://mitos-climaticos.blogspot.com/ , que já faz parte das minhas leituras diárias…

Só para terminar, algo que me faz lembrar aquilo que os fundamentalistas cristãos fazem nos E.U.A., em relação ao ensino da teoria da evolução nas escolas, para mostrar ao ponto a que esta questão chegou: existe um recurso online para ensinar os crentes nas alterações climáticas a debater com os cépticos: http://scienceblogs.com/illconsidered/2008/07/how_to_talk_to_a_sceptic.php . Ora, em ciência não existe a dialética crentes/cépticos – isso é uma questão de fé, religião -, mas sim, no seio do debate que preside ao conhecimento científico, apoiantes e oponentes de uma dada teoria. E é disso que estamos a falar! O consenso científico por votação de braço no ar (à boa maneira do Politburo) dos representantes políticos dos países com assento na O.N.U. não é, de todo, consenso científico! E, no entanto, foi assim que se aprovou o Resumo para Agentes Políticos, antes da publicação do quarto relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.

Em tom de brincadeira, para me despedir, aponto só dois motivos que me levam a estar revoltado com isto: a afectação de solos férteis para a produção de biocombustíveis, em vez de alimentos, encareceu o preço dos cereais e, como sabemos, a cerveja é feita, sobretudo, de cevada, um cereal – cerveja mais cara! O aclamado e iluminado Obama prometeu, contra todo o conhecimento científico e lei da natureza, declarar o dióxido de carbono como poluente perigoso (dito por qualquer um seria motivo para rir até me doer o abdómen, mas, trata-se do presidente dos E.U.A.!), ou seja, estamos no domínio do princípio do poluidor-pagador, reflectido no consumidor… Como quem diz, cerveja, ainda mais cara!

Por falar em cerveja, vamos fazer um pequeno exercício mental. Imaginemos que os oceanos não têm água, mas sim, cerveja! Antes de se começarem a babar e pedirem o divórcio para viver em comunidades hipies na praia, pensem numa imperial acabada de tirar, fresquinha… O dióxido de carbono emerge lentamente até àquela espuma saborosa, carregada de proteínas do lúpulo, que todos gostamos de ter no bigode. Mas, se aquecer, o dióxido de carbono dissipa-se mais depressa no ar. Assim são os oceanos, o maior reservatório deste gás no planeta. Não é o dioxido de carbono que guia a temperatura, mas sim, como qualquer consumidor assíduo de cerveja sabe (ou qualquer pessoa com algum conhecimento científico e honestidade intelectual), a temperatura é que determina o nível de dióxido de carbono! E esta é a minha lição: nunca deixem a cerveja a aquecer nem os eco-fascistas forçar-vos a voltar ao Paleolítico.

Tenho dito!

António Lopes

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