Quem tem medo da energia nuclear?

Diagrama de um Boiling Water Reactor, como os de Fukushima.

Viva!

No seguimento da crise em curso com os antiquados reactores nucleares de Fukushima, sugiro a consulta desta apresentação de diapositivos que, entre outros assuntos, aborda a questão da energia nuclear e a nova tecnologia de reactores a sais derretidos (MSR): archibald-ncc-5th-february-2010.
E se um exercício de memória é permitido, houve três acidentes importantes em 65 anos de utilização da energia nuclear. Isto significa que, tal como todos os meios de transporte têm um grau de perigo e os aviões são o  mais seguro, embora as consequências de um acidente sejam mais graves, todas as fontes de energia têm um grau de perigo e a nuclear é a mais segura (a fotovoltaica só conta quando não precisar de ser subsidiada a quinze vezes o preço de mercado), embora as consequências de um acidente tenham mais impacto.
Cumprimentos!
António Gaito

11 Respostas to “Quem tem medo da energia nuclear?”

  1. João Paulo Marques Matos Says:

    mais do mesmo. isto é o Quarta Republica ou o anti-ecologista? se é que isso é possivel! anti-ecologista é um suicida…

    levaram com uma bomba daquelas e depois foram construir centrais dos que lhe atiraram a bomba….

    o perigo que essas centrais são… o lixo que produzem, etc etc etc

    a energia fotovoltaica tem tão pouco investimento e apesar disso já consegue eficiência na ordem dos 90%. se quisessem já teria sido melhorada, mas existem interesses.
    nenhuma energia renovável é por si só suficiente porque aproveita o que o planeta dá e não lhe tira. o custo da instalação é elevado, mas é rentabilizado.na nossa economia tem um trunfo: dar o poder as pessoas e isso é mau, muito mau. Alguém não quer que tu produzas energia… btw o carvão também é subsidiado em alguns paises assim como o facto de já existir há mais tempo, o que justifica os custos mais baixos

  2. quartarepublica Says:

    O que presumo da leitura deste comentário é algo muito comum: a confusão entre armas nucleares e energia nuclear…
    Quanto à energia fotovoltaica, não tenho rigorosamente nada contra, a não ser o facto de em Portugal ser subsidiada a quinze vezes o preço de mercado!

  3. João Paulo Marques Matos Says:

    não existe confusão nenhuma é isso mesmo que leste e elas estão a explodir e como aquelas há mais

    também o carvão é em alguns casos queimado com subsídios. nesta porcaria de sistema para teres energia sem poluição tens de pagar o dobro porque ninguém quer existir em eficiência porque todos sabemos que a eficiência não da dinheiro.

  4. quartarepublica Says:

    Numa arma nuclear tens uma reacção de cisão em cadeia de U235 ou Pu239, enriquecidos a 99,9%.
    O combustível das centrais nucleares é, normalmente, constituido por estes isótopos integrados numa liga metálica. Não há pureza nem massa crítica para uma reacção em cadeia. O combustível nuclear não explode – a cisão dá-se lentamente e, durante esse período, o material liberta calor que é aproveitado para converter água em vapor e accionar uma turbina.
    As explosões que vimos no Japão e na Ucrânia foram de vapor de água e hidrogénio. Os Presseurized Water Reactors, utilizados na propulsão naval, são mais propensos a explosões que estes B.W.R. A radiação libertada no japão foi por o combustível ter sido exposto à atmosfera, em consequência da falta de água e das explosões. O combustível em Chernobyl também continua lá a produzir calor – as varetas derreteram e a pressão no interior do reactor causou a explosão.
    Estas não são explosões nucleares e, por mais grave que seja o acidente, isso é impraticável numa central!
    A tecnologia M.S.R. que eu refiro no artigo é à prova de explosões e de derretimento do combustível – não há sistemas presseurizados para rebentar e o núcleo já está derretido. E, além de utilizar tório, que tem um tempo de vida mais curto e existe em abundância, só produz um desperdício de 2% do combustível.
    Quanto ao carvão, em Portugal não é subsidiado. Nem tens centrais a carvão poluentes, já que a legislação europeia obriga à existência de filtros que só deixam passar um gás fundamental à vida no planeta (CO2) e o principal gás de efeito de estufa (vapor de água).

  5. João Paulo Marques Matos Says:

    o que vale é que só consumimos electricidade tuga! yay
    clean coal lol já conheço essa. vai vende-la a outro. agora até querem atirar o dióxido de carbono para dentro da terra…

  6. quartarepublica Says:

    Só continuamos a comprar electricidade a Espanha por causa da Produção em Regime Especial.
    Só não somos autosuficientes em electricidade por causa da Produção em Regime Especial.
    Só pagamos electricidade tão cara porque cerca de 40% (é só ler o verso da factura!) é para subsidiar a Produção em Regime Especial.
    Sou adepto do “clean coal” porque não polui, a matéria-prima têm productores seguros, gera a electricidade mais barata que existe (sem impacto significativo nos ecossistemas envolventes, ao contrário das barragens) e, além de as emissões de CO2 contribuirem para o desenvolvimento agrícola das zonas envolventes das centrais, podem ser canalizadas para abastecer estufas com atmosfera controlada (“CO2 fertilization).
    Enfiar o CO2 em minas de sal é um absurdo em termos de custos, é um desperdício de um recurso imprtante para a agricultura e pode causar problemas graves como este: http://wattsupwiththat.com/2011/01/11/co2-sequestration-splodes-in-saskatchewan/ ; ou, ainda pior, como este: http://science.howstuffworks.com/environmental/earth/geophysics/lake-nyos.htm .
    Embora já tenha abordado este assunto na newsletter, parece-me uma boa opurtunidade para escrever um artigo sobre a política energética que defendo para Portugal…

  7. João Paulo Marques Matos Says:

    queimar carvão, para além de ser subsidiado, provoca doenças e até a morte, aumenta o efeito de estufa e a temperatura, poluição do ar, perda de biodiversidade, aumento de custos para monitorização e limpeza, diminuição no valor das propriedades, danos no ambiente pelas minas e até deslizamentos de terra, aumento das chuvas ácidas resultante de subprodutos da combustão do carvão e poluição das águas

    http://solar.gwu.edu/index_files/Resources_files/epstein_full%20cost%20of%20coal.pdf

    queimar carvão não é sustentável. não podemos depender dele eternamente

  8. quartarepublica Says:

    Em Portugal não há subsídios – na China é capaz de haver…
    A tecnologia utilizada nos países desenvolvidos só emite vapor de água e dióxido de carbono – não polui, logo, não causa «doenças e até a morte» nem «perda de biodiversidade, aumento de custos para monitorização e limpeza, diminuição no valor das propriedades, […], aumento das chuvas ácidas resultante de subprodutos da combustão do carvão e poluição das águas». Porque não criticar o maior utilizador de carvão, a China, cujas centrais são altamente poluentes?
    As emissões de dióxido de carbono e vapor de água são em quantidades irrelevantes para o efeito de estufa, já que há factores a pesar muitíssimo mais.
    Tens razão quando apontas os impactos ambientais da extracção mineira. Então, em vez de criticar a tecnologia, porque não desenvolvê-la para minimizar esses impactos?

  9. João Paulo Marques Matos Says:

    desculpa podes fugir a questão mas, queimar carvão, para além de ser subsidiado, provoca doenças e até a morte, aumenta o efeito de estufa e a temperatura, poluição do ar, perda de biodiversidade, aumento de custos para monitorização e limpeza, diminuição no valor das propriedades, danos no ambiente pelas minas e até deslizamentos de terra, aumento das chuvas ácidas resultante de subprodutos da combustão do carvão e poluição das águas. Como tu já disseste neste blog o volume de CO2 aumentou. O dioxido de carbono provoca o efeito de estufa e o aumento das temperaturas mesmo sendo pouco 30Gigatoneladas (!) é um extra que o planeta não consegue reter.

    Eu não consigo perceber é porquê. aceitar todos estes riscos a troco de quê? lucro?

  10. quartarepublica Says:

    Isto parece uma discussão entre um biólogo evolucionário, a apresentar factos, e um criacionista, a responder com passagens da Bíblia.
    Tens aqui novos artigos, com mais informação, que contradizem o que estás a dizer…

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