Earth Hour 2011

Adesão em massa na Coreia do Norte? Não... Sub-desenvolvimento, pobreza e tirania!

Viva!

A Earth Hour 2011 já passou.

É fácil promover eventos destes em países desenvolvidos: é só desligar os interruptores e ficar de consciência tranquila por estar a ser “ecológico”. Os milhões de pessoas que em todo o mundo não têm acesso à electricidade é que são capazes de não compreender… Em vez de celebrarmos o progresso e a democratização da tecnologia, alinhamos em campanhas anti-tecnologia, como se houvesse algo de bom em voltar a tempos em que não havia electricidade.

Cumprimentos!

António Gaito

15 Respostas to “Earth Hour 2011”

  1. João Paulo Marques Matos Says:

    desinformação… informa-te pa! o earth hour é um evento de consciencialização…

    “É fácil promover eventos destes em países desenvolvidos: é só desligar os interruptores e ficar de consciência tranquila por estar a ser “ecológico”.”
    é nos países desenvolvidos que se polui mais!

    “s milhões de pessoas que em todo o mundo não têm acesso à eletricidade é que são capazes de não compreender… ”
    esses milhões são os mais afetados. agradecem-nos

    Em vez de celebrarmos o progresso e a democratização da tecnologia, alinhamos em campanhas anti-tecnologia, como se houvesse algo de bom em voltar a tempos em que não havia eletricidade.
    SUSTENTABILIDADE não é sobre voltar atrás é avançar de forma sustentável
    mínimo possível de impactos ambientais, através do equilíbrio etc

    argh os olhos do lucro não vêm a terra que não para saquear não sei porque perco tempo com isto…

  2. quartarepublica Says:

    Nos países desenvolvidos, onde há legislação para proteger o ambiente, é onde se polui MENOS.
    Em que é que apagares as luzes vai afectar, por exemplo, um refugiado do Darfur, para ele te agradecer?
    A promoção do desenvolvimento sustentável pode ser feita de muitas formas… Isto é dar a entender que a utilização da electricidade é um “pecado” ecológico. Porque não escolher uma região sub-desenvolvida e oferecer os meios de produção e distribuição de electricidade? Eu seria capaz de apoiar e contribuir para essa causa!

  3. Lura do Grilo Says:

    “é nos países desenvolvidos que se polui mais!” Nem sempre! Já viu o Rio Ganges agora? Sabe como era o Tamisa há 80 anos e como é agora? Sabe comparar a qualidade ambiental na Alemanha “democrática” e da Alemanha Federal? A qualidade da água do Danúbio antes da Cortina de Ferro cair e agora?

    Sabe que no Zimbabwe as árvores à volta de Harare foram todas cortadas para produzir lenha para cozinhar dada a miséria em que o país caiu? Sabe que no Peru imensa gente nos Andes morre por respirar os gases de petróleo de iluminação pois não têm electricidade ?

    Parabéns pelo blog: já está na minha lista de visitas diárias. Há que desmontar o cerco da propaganda concertada que estupidifica as “gentes”.

  4. joao matos Says:

    é verdade que nos países subdesenvolvidos existem problemas mas isso não justifica nada.
    subdesenvolvidos são onde são exploradas as minas para o senhor ocidental, onde é despejado o lixo do senhor ocidental e onde existe mais exploração logo menos dinheiro para estas questões tudo para que o senhor ocidental mantenha o seu estilo de vida insustentavel

  5. quartarepublica Says:

    Nos países onde há mais exploração de mão-de-obra, mais poluição e menos respeito pelos direitos humanos, isso justifica-se… E o nosso modo vida é que é insustentável? Isso é um absurdo tão grande que nem merece resposta!
    Deixa-me só recordar que, por exemplo, a China é IMPORTADORA de matérias-primas: carvão da Austrália, aço dos EUA, etc.
    E nós temos aterros sanitários para despejar o lixo. Não precisamos das lixeiras a céu aberto dos países-modelo para o ecologismo…

  6. joao matos Says:

    a questão é simples como sempre. estão-se a cagar se os excessos do capitalismo são guardados na india ou na china. A nossa porta é que não!

    http://news.softpedia.com/news/Recycling-Gone-Bad-Where-Does-Our-High-Tech-Waste-Go-38885.shtml

    http://www.usatoday.com/tech/news/2002/02/25/computer-waste.htm

    http://www.freerepublic.com/focus/f-bloggers/2693881/posts

    http://www.asia-pacific-action.org/node/73

    A questão é a produção de bens de uma forma insustentável e desequilibrada desde o inicio ao fim da vida de um bem.

  7. quartarepublica Says:

    Não se trata do “nosso lixo”… É lixo electrónico. Ponto! O “nosso lixo” envolve muitíssimo mais!
    Que culpa é que a civilização ocidental tem? Se nesses países não há leis ambientais, não há respeito pelos direitos humanos e a mão-de-obra é quase escrava, devias criticá-los! Não a nós…
    Se é lucrativo enviar os desperdícios electrónicos para processamento nestes países, é porque eles os compram! Ninguém vai lá despejar nada à revelia.
    Ficava melhor aos anti-capitalistas defenderem o desenvolvimento do Terceiro-Mundo, em vez de atacarem o desenvolvimento Ocidental. É que se estivessem num desses países “que nós exploramos” nem liberdade tinham de criticar fosse o que fosse!

  8. joao matos Says:

    é um exemplo… não é só lixo electronico, mas nisso e em tantas outras coisas não te das ao trabalho de perder tempo a pesquisar isso não dá lucro!

    a culpa é deles? então se fores para lá matar pessoas a culpa é deles por não terem leis que o proibem??? desculpa? estas louco?

    eu, anti-capitalista defendo um sistema económico que defende o desenvolvimento sustentável do mundo como um só, pelo que se me incluis nesse grupo enganas-te e mais uma vez deverias alargar horizontes questiona-te antes de abrires o livro das etiquetas e apontares o dedo aquela escolheres

    «é melhor estudar latim ou matemática?
    é melhor não ser estúpido» – Agostinho da Silva

  9. quartarepublica Says:

    Quando dizes «isso não dá lucro!» parece que alguém me está a pagar pelo tempo que perco e o trabalho que tenho em defender aquilo em que acredito!
    É deles a culpa! Sim! Querem comprar o meu lixo? Força! Dão-nos menos trabalho!
    Se esses países não aceitam os nossos conselhos para o desenvolvimento – «uma ingerência nos assuntos internos» dizem eles – então, o problema deixa de ser nosso. devias criticá-los a eles e não a nós! Nós não estamos a matar ninguém… Eles é que se estão a matar a eles próprios!
    Tu, que te defines como “anti-capitalista” e “internacionalista” («eu, anti-capitalista defendo um sistema económico que defende o desenvolvimento sustentável do mundo como um só»), tens de aprender uma coisa: és, tal como eu, um sub-produto da mesmíssima sociedade que criticas. E nem todos os adjectivos são «etiquetas»!
    Lês os ensaios que refiro aqui e vais perceber aonde quero chegar: https://quartarepublica.wordpress.com/2011/04/03/critica-marxista-ao-ecologismo/

  10. joao paulo marques matos Says:

    tenho grande certeza que o único incentivo que te faz humilhar valores humanos é o dinheiro.

    o lixo chega como material em segunda mão, lucro facil….

    sou um produto da sociedade que critico, com código de barras e tudo, mas não por opção…

  11. quartarepublica Says:

    Mais uma vez, ninguém me paga para isto!
    O lixo, independentemente do estatuto como chega, é pago. Critica quem o compra, não quem o vende!
    Se lesses o artigo que te indiquei, perceberias que és parte fundamental da perpetuação do capitalismo, por mais te te oponhas a ele.
    Não mistures assuntos! A mineração do coltan não tem, seja o que for, a ver com o lixo electrónico que o Terceiro Mundo compra. Mais uma vez – e volto a concordar contigo -, porque não escreves um artigo para publicar aqui sobre a exploração de mão de obra na mineração de coltan?

  12. joao matos Says:

    estamos a entrar numa questão moral muito especifica que se aplica a várias coisas.
    exemplos:
    critico quem compra droga e não quem vende?
    critico quem compra o lixo ou critico quem vende o lixo?
    critico quem compra o coltan ou quem vende o coltan?

    deve haver uma consciência global sobre estas questões as sua causas e como ultrapassa-las.

    Não é o teu pais, não é a tua família, mas poderia ser…

    quanto ao ponto em que insistes, recordo-te que não vejo as coisas do ponto de vista económico, pois essa é uma limitação artificial que pode ser abolida.

    Voltando a questão moral que estávamos anteriormente recomendo talvez esta analise:

  13. quartarepublica Says:

    Quando há procura para qualquer bem – nem que seja lixo -, é natural que se gere oferta. O caso do coltan, no Congo, também é o caso dos diamantes, do ouro, do cobre, dos nitratos, etc. Ou boicotas os produtos em que o coltan é utilizado, ou pressionas as companhias que os fabricam e exiges o fim da exploração de mão-de-obra – mas, nesses países, a mão-de-obra há-de continuar a ser explorada noutras áreas…
    A alternativa que defendo passa por consciencializar as empresas, mas, sobretudo, estimular a educação e o desenvolvimento económico nos países afectados. E, em último caso, quando as ditaduras que os governam sabotam sistematicamente as iniciativas, temos de financiar revoltas populares, tanto com dinheiro como com armas… Temos de pôr a cabeça desses líderes e das suas elites políticas a prémio. A comunidade internacional tem esse dever!
    Uma das coisas que aprendi ao estudar a chamada “revolução neolítica” foi a importância decisiva do direito e da economia para o desenvolvimento da sociedade. Não podes renegar a análise económica! Quando muito, podes romper com um paradigma económico e teorizar um novo.
    Quanto às empresas, são feitas de pessoas. As pessoas más fazem más empresas – as boas empresas é que não são tão frequentemente mencionadas!

  14. Ana Says:

    Gostaria de saber: Por que nos países desenvolvidos a sociedade provoca uma pressão sobre o Estado para criar uma legislação protegendo o meio ambiente e em países como o Brasil a situação é inversa?

  15. quartarepublica Says:

    Ana, não é fácil dar uma resposta directa à sua questão. Posso começar por sugerir este documento específico sobre o Brasil: https://quartarepublica.wordpress.com/2011/04/27/cap-and-trade-mais-um-esquema-para-empobrecer-o-ocidente/contraction_convergence/
    Os países em desenvolvimento mais acelerado estão a beneficiar imenso da deslocalização industrial. Atrevo-me a dizer: isso é bom, mas, está a acontecer pelos motivos errados.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: