Rastos de condensação dos aviões aquecem ou arrefecem o planeta?

Rastos de condensação sobre o SE dos E.U.A.

Viva!

Um novo estudo de uma empresa privada deixou-me um pouco confuso!

É indiscutível que os rastos de condensação dos aviões promovem a formação de nuvens cirrus. Também é consensual que a nebulosidade afecta a temperatura da atmosfera abaixo. A larga maioria, onde me incluo, aceita que o albedo resultante da maior nebulosidade provoca uma diminuição da temperatura. A confirmar isso, por exemplo, sabemos que os Raios Cósmicos Galácticos, que atingem a Terra em maior número nos períodos de menor actividade solar, promovem a formação de nuvens e consequente diminuição da temperatura – situação que já abordei.

A interdição do espaço aéreo dos E.U.A., no seguimento do 11 de Setembro, permitiu confirmar a influência meteorológica dos rastos de condensação: Minnis.abs.ARAMS.02. Estudos posteriores confirmaram que essa influência consistia numa diminuição da temperatura máxima ao nível do solo, na ordem dos 1,1C e, possivelmente, devido à conservação de radiação em comprimentos de onda longos nas nuvens, uma subida estatisticamente insignificante das temperaturas mínimas, o que resultava numa amplitude térmica menor que aquela que seria de esperar na ausência dos rastos de condensação: climatepapermar04.

Agora, a Reuters anuncia um estudo de uma empresa aeronáutica privada que diz o oposto! Se formos ao site dessa empresa, a DLR, vemos o press release. Surpresa! O estudo foi publicado onde? Na Nature Climate Change! Uma coutada propagandista, criada para desviar as atenções às falhas no processo de peer-review da outrora prestigiada Nature… E surpresa nº2! O estudo é baseado em observações reais? Não! Trata-se de resultados de modelos informáticos, largamente criticados (não se pode acreditar em previsões formuladas por modelos que nem conseguem reconstituir o clima passado!), que dão os resultados que os modeladores quiserem – como se costuma dizer, «garbage in, garbage out!» Podem consultar e tirar as vossas conclusões: nclimate1068.

Como, para mim, a ciência não é religião, não me importo de ser comparado ao apóstolo Tomé – ver para crer!

Cumprimentos!

António Gaito

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