37 anos de desmantelamento do sector agrícola

Viva!

O Sol traz-nos a última troca de palavras entre “desgoverno” e PSD. A agricultura, em vez de sector produtivo, passou a campo de batalha retórico entre aqueles que a desmantelaram nos últimos 37 anos: este “desgoverno”, não só ignorou a agricultura, como sabotou o encaminhamento das verbas que a União Europeia atribuiu ao sector; o PSD quer acabar com o Ministério da Agricultura… É muito triste saber que no dia 5 de Junho vamos ter de escolher entre gente que em vez de acarinhar o sector económico mais importante, dedicou os anos de democracia a fazê-lo em fanicos, para poder atirar os pedaços contra a trincheira adversária.

Repito aquilo que já manifestei: «A nossa economia, tendo em conta a inexistência de um sector produtivo, é uma coisa qualquer que não uma economia. Uma reforma agrária seguida de uma Política Agrícola Comum destruíram o nosso sector produtivo! Os nossos minérios estão ao Deus dará, a lavoura é coisa para quem tem amor à terra e não amor próprio (quando sobrevoo Espanha ou França, vejo as terras cultivadas, vá-se lá saber porquê), a pecuária está entregue a mercados em que nem sequer participamos, as pescas são uma miragem (os navios foram abatidos para outros países virem delapidar os nossos recursos, muitas vezes, ilegalmente) e a produção primária de energia depende das melancias (verdes por fora, vermelhos por dentro; gente que com a queda do comunismo tomou de assalto o ambientalismo e mina o nosso modo de vida com as suas ideologias anti-capitalistas). A indústria parece que não se mentaliza da verdade inconveniente: os salários baixos, hoje, são a arma da Roménia e da Bulgária! Nós precisamos de salários decentes e produtividade (mesmo que isso implique trabalhar umas 12 horas por dia, pagas obviamente!) no sector da transformação. E se não há dinheiro para comprar serviços, como é que pode haver um sector dos serviços? O crédito fácil acabou… Está na altura de pagar o que devemos e não ganhamos para isso!»

Não sou daqueles que votam religiosamente num partido político, embora seja militante de um. Defendo os meus ideais, não os de qualquer partido, e voto em quem eu entender que devo votar. Nesta questão, porém, em abono da verdade é imperativo reconhecer: só o Partido do Centro Democrático Social tem, nos últimos anos, prestado atenção e defendido o sector produtivo.

Cumprimentos!

António Gaito

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