Lâmpadas economizadoras – “shame on me”!

A maldita que me enganou!

Viva!

O Ecotretas, que tem feito uma notável cobertura da fraude que são as “lâmpadas economizadoras”, pode dizer: «foste avisado!»

Em Dezembro comprei três lâmpadas destas, continuando uma embalada – e arrependi-me no próprio dia. Com uma potêcia de 11W, alegava a embalagem que tinha a mesma intensidade luminosa de uma lâmpada incandescente de 55W: FAlSO! Iluminava menos que uma lâmpada “verdadeira” de 40W… E demorava mais de cinco minutos até atingir a luminosidade total – até lá mais valia acender um isqueiro!

Acredito piamente que, tal como é alegado na embalagem, consuma 20% da sua equivalente “verdadeira”. Afinal de contas, 11W é 20% de 55W! Mas, quando alegam que dura tanto como oito incandescentes (8.000 horas), meus amigos: durou menos de quatro meses! E custou três vezes mais (3€)…

Para piorar, vou ter de me deslocar a um ponto de recolha autorizado, se quero ficar de consciência tranquila: é que estas tretas estão carregadas de mercúrio e não devem ser colocadas no lixo! Aliás, se partir uma, tenho de calçar luvas, pôr uma máscara anti-poeira, aspirar bem e arejar o sítio onde se partiu… E levar os cacos, bem selados, ao ponto de recolha autorizado!

Querem poupar dinheiro, ser amigos do ambiente e conservar a vossa visão (sim, porque a luz destas tretas provoca problemas de visão!)? Invistam em LED’s! É o que eu já comecei a fazer, embora não prescinda duma lâmpada verdadeira de 60W para ler.

Cumprimentos!

António Gaito

7 Respostas to “Lâmpadas economizadoras – “shame on me”!”

  1. joao matos Says:

    lâmpadas económicas ikea; há 2 anos sem substituir. não sei bem porquê nem tenho como prova-lo, mas acho que é porque os suecos são mais conscientes na questão sustentabilidade. Sabes o capitalismo tem um sistema muito próprio de garantir que a economia cresce, chama-se obsolescência programada. Portanto é normal que existam lâmpadas que durem menos tempo. da-te por sorte elas agora não durarem 1000 horas como estavam “programadas” antes destas lâmpadas económicas. mas não tens de te preocupar o lixo vai para bem longe e se comprares mais, só estas a ajudar a economia!

  2. quartarepublica Says:

    Toda a gente devia saber, por esta altura, que a Philips encontrou no lobby ecologista o aliado ideal para implementar, como obrigatória, uma tecnologia patenteada por eles: as lâmpadas fluorescentes compactas. E vocês, todos contentes, foram atrás!
    Para a próxima, já sabem: «fool me once, shame on you; fool me twice, shame on me!»
    Quanto à obsolescência programada, partilho da tua opinião! Queres escraver um artigo para publicar aqui? Teria o maior gosto em fazê-lo!
    Quanto ao lixo, vê os vídeos deste artigo: http://ecotretas.blogspot.com/2011/01/verdades-sobre-lampadas-economizadoras.html

  3. quartarepublica Says:

    Vou acrescentar o documentário à barra lateral…

  4. Lura do Grilo Says:

    Pena as LED terem muito baixa intensidade luminosa. Tenho algumas no corredor e pontos de passagem: nenhuma avariou até ao momento. Não aquecem. As fluorescentes compactas fervem. Não é possível terem o rendimento das LED.

    Para ler de facto as incandescentes mas também fundem com muita facilidade. A obsolescência programada é uma decadência civilizacional: devíamos usar o candeeiro a petróleo.

  5. quartarepublica Says:

    A intensidade das LED depende da potência. Por exemplo, para fotografia close-up, não uso flash: uso três lâmpadas LED de 80W.
    Duvido que as fluorescentes compactas fervam – se ferverem, ou são aldrabadas ou são americanas (110V).
    As LED não são tão susceptíveis à obsolescência programada porque o filamento é tão fino que, se o reduzirem mais, não dá luz! Daí venderem mais no Terceiro mundo que aqui – onde não têm publicidade…
    A iluminação a petróleo ou benzeno tem vantagens para a saúde visual e para pescar cefalópodes – e é só! Se fizermos as contas ao preço vs. duração vs. luminosidade vs. consumo, as incandescentes de alta potência e as LED batem tudo!
    A obsolescência programada é compreensível, mas, a médio prazo, é contra-producente. A longo-prazo é um absurdo! Em termos económicos e ambientais, parece-me mais racional utilizar uma incandescente de 100W durante dois anos que uma fluorescente compacta que dure seis anos. Sem a obsolescência programada, quantas décadas é que a incandescente duraria? As fluorescentes compactas que, em vez de estarem num vácuo, estão num ambiente gasoso, não podem ir muito além da garantia anunciada!

  6. Lura do Grilo Says:

    Umas que tive ferviam e eram de marca. Tive que as deixar arrefecer para as tirar. As LED praticamente não aquecem. O LED está ainda a amadurecer: há um fenómeno nos semicondutores não completamente esclarecido que leva a que percam rendimento a potência elevadas.

    Sem dúvida as incandescentes de alta potência tem um rendimento superior.

    Quanto às LED é bastante difícil encontrar uma lâmpada omnidireccional LED Bulb que substitua por exemplo uma incandescente de 60W. Já para 25 W e 40 há alternativas.

    Não consigo encontrar por exemplo informação se possuem internamente um condensador com capacidade suficiente para evitar cintilação. Mas quando alguma avariar vou dar uma espreita.

  7. Lâmpadas “economizadoras” emitem vapores tóxicos « Quarta República Says:

    […] lâmpadas flourescentes compactas, também chamadas de “economizadoras”, não deixam de me surpreender pela negativa! Agora é um teste realizado na Alemanha em que todas as lâmpadas testadas emitiram gases […]

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