De quem falamos quando culpamos os “mercados”?

Viva!

Os mercados são pessoas. Isso não quer dizer que sejam pessoas com integridade moral… São pessoas que querem ganhar dinheiro e, se houver vantagens em explorar as fraquezas de terceiros, muitos investidores não hesitarão em fazê-lo. Como exemplo, ficou para a história o ataque de George Soros à Libra Esterlina No entanto, esta Black Wednesday também teve uma consequência positiva: a Libra retornou ao valor real, fora do “túnel” de flutuação em que se movia artificialmente. Portanto, um aproveitamento das vulnerabilidades de terceiros, por mais desastrosas que possam ser as consequências, restaurará inevitavelmente o equilíbrio do mercado e a correcção das vulnerabilidades.

Ora, se Portugal “está sob ataque dos mercados”, é porque se gerou algum desequilíbrio. Na verdade, até gerámos vários! Em vez de uma moeda com um valor suportado pela riqueza, temos uma moeda que vale aquilo que a confiança de quem a usa entender – moeda fiduciária. O modelo de expansão monetária pelo crédito, na Europa, permite que os bancos só conservem 2% dos nossos depósitos à ordem para aumentar a moeda em circulação. Mas este é um problema que afecta toda a Europa! No caso português, os desquilíbrios foram agravados pelo desmantelamento do sector primário (desde as nacionalizações e reforma agrária pós-25 de Abril, até às políticas europeias de agricultura e pescas) que resultou na diminuição da riqueza produzida, pelo endividamento excessivo do Estado e dos cidadãos, pela falta de competitividade das empresas (desfasamento entre valor da produção, produtividade e salários), pela pura politiquice  de gerir um deficit (em vez de finanças públicas equilibradas, expandiu-se o Estado-Social com recurso à Dívida, porque os aumentos de impostos pagam-se com perdas de votos), pelo desfasamento entre a maturidade da Dívida contraída e a rendibilidade dos investimentos (o investimento público nas renováveis, com incentivos financeiros escandalosos para os produtores é um exemplo) e por tantos outros factores que não vale a pena enumerar aqui.

É claro que quem nos emprestou dinheiro tem de receber os juros por isso! A questão coloca-se é na justiça dos valores que pagamos pela Dívida – se não há confiança na nossa capacidade de pagar, os valores sobem. Não podemos é tolerar que os valores subam artificialmente, sem qualquer correspondência com a realidade do mercado. Isto vai contra todos os princípios de um mercado livre!

Há um caso, pelo menos, em que a forma de os investidores exercerem pressão não pode ser chamada de outra maneira: é um crime! Refiro-me aos naked credit default swaps ( naked CDS’s). Trata-se de uma aplicação que funciona como um seguro para quem compra Obrigações de Dívida – paga-se um prémio relativo ao dinheiro investido e, em caso de incumprimento do emissor, o segurador paga. O terrorismo financeiro é poder contratar uma aplicação destas sem ter comprado nada! Ou seja, eu não preciso de comprar, por exemplo, 1 milhão de Euros em Dívida portuguesa para contratar um CDS. À cotação de hoje, basta-me pagar 6.000 Euros para segurar 1 milhão! E se o Estado não conseguir pagar, eu recebo esse milhão. Se houver mais gente a contratar os CDS’s, quer dizer que há menos confiança na capacidade de pagamento, logo, o prémio (indicador do risco) aumenta, os compradores de Dívida diminuem e pedem juros mais elevados, a capacidade de pagamento diminui e o incumprimento é cada vez mais provável. Ou seja, se algum investidor quiser fazer dinheiro fácil, basta-lhe contratar uma destas aplicações para pressionar um país à bancarrota!

Num mercado livre, as culpas de uma situação como a portuguesa seriam distribuidas entre todos os intervenientes. Mas, o mercado não é livre: o intervencionismo político à boa maneira socialista e o capitalismo sem regras exploraram os nossos desequilíbrios de uma maneira criminosa. Resta saber se os portugueses estão dispostos a tomar o pulso do país! Ao olhar para os partidos que vão a votos em Junho, para aquilo que têm defendido, para as pessoas que os integram e para a exigência do nosso Povo… Vamos passar pela recessão (que deveria servir para limpar a economia daquilo que não interessa), vamos sofrer a austeridade fiscal (ainda mais!), mas, em breve retomaremos o ciclo de expanção/recessão.

Cumprimentos!

António Gaito

8 Respostas to “De quem falamos quando culpamos os “mercados”?”

  1. joao matos Says:

    os mercados são maquinas cegas de ganhar dinheiro eventualmente em 10 anos no máximo serão substiruidos por maquinas como já existem que fazem transacções aos milhares e ganham milhões com poucos investimentos.

    chamas consequência positiva a valorização da moeda? depende do ponto de vista a valorização do euro deu origem a guerras como iraque e crises como temos actualmente na europa.

    mais uma vez o que é o mercado livre? e como é que as culpas seriam distribuidas sobre os intervenientes? recordo-te que os culpados pela ultima bolha (entre tantas outras ao longo da história) até agora foram……… gastar o dinheiro que armazenaram e agora querem que o peçamos emprestado….

  2. quartarepublica Says:

    «A Libra retornou ao valor real, fora do “túnel” de flutuação em que se movia artificialmente» A libra não valorizou, até foi contrário. Se quiseres perceber o que é o «túnel», podes ler «The Tragedy of The Euro» (que já disponibilizei aqui) ou pesquisar por “snake in the tunel”.
    Num mercado verdadeiramente livre (podes explorar este site, ligado à escola de pensamento económico austríaca: http://mises.org/), com uma moeda real e reservas bancárias integrais, só perde dinheiro quem arrisca. Os bens e as poupanças estão seguros e o Estado não tem obrigação de resgatar nenhuma empresa – até é bom que as empresas falhadas despareçam, para limpar o mercado de “ovelhas-negras”.

  3. joao matos Says:

    continuas a ter dinheiro, propriedade que geram corrupção, competição, que geram patologias. escassez gera tudo isto.
    como é que crias uma empresa? pedes dinheiro. crias uma divida e pode não dar em nada. ficas com menos do que tinhas, porque ficaste agarrado aquela divida.
    criaste a empresa, tiveste sucesso, até aparecer um concorrente o que vais fazer para concorrer? baixar os salários dos trabalhadores? a qualidade dos produtos? procurar fontes exploradoras que te permitam ter um custo mais baixo?
    como é que esse sistema económico vê a automatização?

    podia estar aqui a noite toda….

  4. quartarepublica Says:

    A automatização, desde a revolução industrial, tem sido vista como a maior ameaça ao emprego.
    Volto a contestar: se queres tirar o risco e a competição da economia, tiras os factores que motivam a inovação.
    A História prova que os seres humanos preferem sistemas que permitem a livre iniciativa e recompensam o mérito. Outro tipo de sistemas só pode ser imposto pela força – com as consequencias que todos sabemos…
    Não é legítimo impôr às pessoas um modelo de sociedade que elas não querem! Temos é de adequar os sistemas políticos, económicos, financeiros, et cetera, às pessoas. Como jusnaturalista que sou, defendo que há direitos inalienáveis. Como defensor do Estado-Social, defendo a manutenção da igualdade de tratamento no acesso aos serviços e o apoio aos mais desfavorecidos.
    Quanto ao direito à propriedade, sempre existiu! Sempre que esse direito foi violado – o marxismo explica bem isto – as contradições internas das sociedades foram levadas ao ponte de ruptura, deram-se revoluções e gerou-se novos equilíbrios (com novas contradições internas).
    No curso de arqueologia, das coisas que mais me custava aceitar era os professores de esquerda falarem bucólicamente nas “sociedades igualitárias”. Nunca existiram! Houve, e ainda há, sociedades niveladas. E voltando a uma análise marxista, foi a luta pelos direitos de propriedade que levou os solutrenses a colonizar a Europa, e parte dos outros continentes – foram os primeiros europeus na América do Norte, há uns 30.000 anos. E os levou a produzir a indústria lítica mais avançada de sempre – só no Calcolítico, há 5.000 anos, houve trabalhos em pedra que se assemelhavam à tecnologia solutrense.
    Na mesma óptica, o expoente máximo das “sociedades igualitárias” foi o “mesolítico” – já assisti a orgasmos intelectuais em aulas sobre este período… Os mesolíticos tiveram de se adaptar à maior alteração climática que a Humanidade conheceu – o fim da última Idade do Gelo, há 10.000 anos. O facto é que, onde foi possível, deu-se a revolução neolítica com o desenvolvimento da agricultura, pecuária e a revolução dos produtos secundários (cujo maior feito foi a cerâmica). E foi, no caso do nosso território, a colonização por parte de povos neolíticos do Mediterrâneo Oriental que levou à assimilação dos mesolíticos que ainda cá viviam à 6.000 anos. Porque não havia inovação! Os neolíticos tinham direito de propriedade e isso permitiu criar processos de fabrico, artefactos, e outros bens que eram superiores àquilo que a estagnação cultural do mesolítico permitia. Os mesolíticos aculturaram-se em resultado disso.
    O que tu defendes está historicamente provado que é um beco sem saída. É bonito de teorizar, mas, não funciona! Só se impuseres esse modelo às pessoas pela força – coisa que me parece não seja aceitável para ti…

  5. quartarepublica Says:

    By the way, um silogismo potencialmente falacioso, mas, dá para picar…
    A sociedade organizada só é possível porque se funda no Direito e na Economia.
    O Direito existe porque há desigualdades.
    A Economia existe porque há escassez.
    Se eliminares as desigualdades e a escassez, eliminas a sociedade organizada.

  6. joao matos Says:

    ui deixa-me dizer-te que esse teu ultimo raciocínio foi tirado de uma aula de filosofia de 10º ano,,, colocas uma falácia vais ao ponto da questão e concluis a partir da falácia. [clap clap clap] dava-te um 19 na parte lógica.

    em que te baseias para dizer isto?

    eu não sei de que formas utilizas aqui o direito, ou seja se te referes a a direito jurídico ou direito de propriedade, mas….
    as leis existem porque não se resolvem os problemas da sociedade, fazem-.se leis que castiguem as pessoas quando muitas vezes elas próprias foram vitimas da sociedade e depois ainda acabam em sítios que ainda tornam o ser humano ainda pior… se resolvessem as questões de desigualdade por exemplo baixava o índice de criminalidade por dinheiro é tão óbvio como as estatísticas provam. a corrupção por exemplo esta associada ao dinheiro, sempre, pelo que também se resolveria. piro ainda é que o direito ainda cria mais desigualdades…

    “A Economia existe porque há escassez.” neste momento nem uma economia tens porque fazem tudo menos economizar, mas enfim vais ao centro da questão: se podes criar abundância então um sistema manutenção e engrossamento de riquezas para alguns como tens actualmente deixa de fazer sentido. Se tiveres uma sociedade baseada em coisas como sustentabilidade em que as decisões têm sempre como regra a sustentabilidade então tens economia no verdadeiro sentido da palavra

    “Se eliminares as desigualdades e a escassez eliminas a sociedade organizada.” quem ler isto fora de contexto até dá piada de tão ridiculo que é…
    aquilo que ganhas são pessoas mais saudávies com tempo para si, para a familia, para coisas que realmente interessam e para o desenvolvimento pessoal, social, para o desenvolvimento das diferentes áreas da ciencia. acabas as guerras, corrupção, elitismo, poluição, pobreza, doenças epidémicas, abusos dos direitos humanos, desigualdade e crime
    crias um sistema de acesso em vez de um sistema de propriedade e dinheiro;

    já agora o que é uma sociedade organizada? uma em que os carneirinhos fazem o que os senhores querem? uma sociedade organizada é uma sociedade em que a organização existe apenas para a criação de bens e para manter a sociedade em funcionamento e as pessoas aí são livres. sabendo o que sei hoje o que impede a maioria das pessoas de serem um pouco mais inteligentes? são burras e não há nada a fazer? ou será porque a escassez gera burros e os burros são necessários para que eles lá em cima consigam dominar a seu bel-prazer?

    bom, se só para este comentário já aqui vou……mas continuemos…

    Thomas Hobbes concebe o direito natural como “a liberdade que cada homem tem de usar livremente o próprio poder para a conservação da vida e, portanto, para fazer tudo aquilo que o juízo e a razão considerem como os meios idôneos para a consecução desse fim” [14] Direito Natural nasce a partir do momento que surge o Homem. Mas Hobbes considerava que esse direito natural só levaria à guerra de todos contra todos e à destruição mútua, sendo necessária a criação de um direito positivo ou um contrato social, que poderia ser garantido através de um poder centralizado que estabeleceria regras de convívio e pacificação.

    Antes de mais dizer que este direito supostamente natural foi criado pelo homem, isto parecem palavras divinas, mas continuando… liberdade pressupõe livre arbitrio que nesta sociedade não existe, aliás livre arbitrio não existe; triste o que pensa que hage por si só.. livremente também é engraçado porque ninguém é livre e “juizo e razão”? é incrivel toda esta afirmação parte de pressupostos que são falsos e que estão longe de atingiveis num sistema de escassez, num sistema que gera aquilo que temos hoje… aliás o resto do texto fala por si só…. resumindo, o homem é um animal que deve fazer tudo o que puder e não puder, passar por cima de tudo e de todos para sobreviver…

    “A História prova que os seres humanos preferem sistemas que permitem a livre iniciativa e recompensam o mérito. Outro tipo de sistemas só pode ser imposto pela força – com as consequencias que todos sabemos…”
    a historia prova que a escassez levou a muitas atrocidades e este sistema é te imposto e não me venhas com a conversa que ninguém te obriga.. “welcome to the jungle baby” dizes que não e ainda levas com uma invasão colonialista de um sistema imperialista ali para os lados do atlantico… é que, sabes, mesmo nos sistemas mais justos de capitalismo a ideia de crescimento económico é necessária e consequentemente competição, que por sua vez gera comportamento irracionais, corrupção e outros crimes em geral. aliás quando estes sistemas estão em jogo a competição ultrapassa barreiras e daí até ás invasões imperialistas é um passo…

    “Não é legítimo impôr às pessoas um modelo de sociedade que elas não querem!” concordo penso nisso todos os dias em que acordo nesta merda desta sociedade, mas tenho de come-la… a ideologia que defendo aceita que nem todos podem querer participar, desde as tribos com seus costumes a pessoas que ainda não viram que ser animal na selva é para leoes e presas

    “Temos é de adequar os sistemas políticos, económicos, financeiros, et cetera, às pessoas.” hum sugeres então que se acaba com a polutocracia/aristocracia/corporacia instalada? fazes-me rir, faz-me pensar no pessoal que quer a democracia directa como se os poderes instalados deixassem que isso acontecesse e se as pessoas não continuassem a ser “compradas” “lavadas” e abusadas…
    os sistemas politicos e economicos actuais são incapazes de aplicar os verdadeiros benefícios da tecnoligia inovadora de hoje para atingir o bem maior para todas as pessoas e superar as injustiças impostas sobre tantos.

    “Como defensor do Estado-Social, defendo a manutenção da igualdade de tratamento no acesso aos serviços e o apoio aos mais desfavorecidos.” então mas o socialismo não é mau?
    aquilo que defendes é a perpetuação da condição de pobre e de rico, das desigualdades e dos problemas que isso gera.

    Quanto ao direito à propriedade, o marxismo impunha leis, trabalho quase escravo e uma ideologia de trabalho baseado na escolha de alguns. aquilo que propomos é a troca da propriedade pelo acesso. Queres, tens. não precisas de armazenar porque nem sequer faz sentido. armazenar é o que os ursos fazem para depois hibernar… só faz sentido onde existe escassez e necessidade de consumo para manter o capitalismo a funcionar…

    sociedades igualitárias. sugiro alguma pesquisa sobre o comportamento humano
    http://www.youtube.com/results?search_query=Robert+Sapolsky&aq=f

    o que a história prova é que… wait a minute estas a comparar o nivel de desenvolvimento social, intelectual e tecnologico de macacos com o nosso??? o que isso prova é que se organizaram… aliás o capitalismo é uma continuação da selvajaria que sempre existiu, neste ponto em que nos encontramos é desnecessário. Compreendo que o capitalismo tenha sido necessário e deve ser entendido como um ponto evolutivo para uma outra sociedade.

    fugiste à primeira questão…
    “A automatização, desde a revolução industrial, tem sido vista como a maior ameaça ao emprego.”
    a automatização é uma realidade é raro o sector de actividade que não possa amanha ser autmatizado e pior do que isso é que todo o ser humano que se esta a fabricar hoje tem capacidades inimagináveis e acaba com uma vida serventil quase escrava de merda e onde a evolução se da com grandes dificuldades e a custa do consumismo. Aquilo que a maior parte das pessoas considera como alta tecnologia é palhaçada. não fazem puto de ideia daquilo que neste momento o homem é capaz mas não avança porque o capitalismo não permite. iphones e bonequinhos estupidos que falam, computadores com dois outres processadores quando desde os anos 90 poderiam ter dezenas já para não falar de computação quântica….

    por quanto tempo vamos continuar a olhar para o nosso umbigo? aliás se queres olhar para a história. olha para como diferentes civilzações antes da nossa tentaram chegar onde nós chegamos e acabaram por sucumbir: maias, egipcios, mesmo os greco/romanos

    onde estamos agora?

    eh pa desculpa-me mas não vou corrigir os erros.. peço desculpa, mas depois de 12h no stress que esta vida é, até estes momentos em que um gajo faz uma das coisas que deveriam estar primeiro ficam para trás…

  7. quartarepublica Says:

    É óbvio que fui intencionalmente falacioso, mas, o que mostras é não saber o significado de “direito” nem de “economia” – é algo que existe em toda a natureza e não artifícios inventados pelo Homem. Nós só lhes demos nome e desenvolvemos.
    Concordo integralmente quando lembras que pobreza gera pobreza e ingnorância gera ignorância. No meu entender, a igualdade de oportunidades é o meio para quebrar esse ciclo vicioso.
    Bem puxado o Hobbes, mas, fazia-te bem ler mais um pouco dele, tal como de Rosseau e Locke. Estás a entrar na grande discussão entre positivistas e jusnaturalistas – e devo lembrar que os grandes regimes autoritários do século XX eram ferozmente positivistas.
    Outro conceito que não estás a utilizar no mesmo sentido que eu é “escassez”, no sentido económico. O que defendes é uma sociedade-“pós-escassez”, algo que é objecto de diversas teses – é só pesquisar um pouco.
    O modelo tecnocrático que queres impôr, em substituição desta sociedade que te obriga a trabalhar, não é compatível com a tua participação na gestão da coisa pública, algo que a “nossa” sociedade te permite.
    O Estado-Social é a forma de proporcionar a igualdade de oportunidades. Torna-se um mecanismo socialista quando pretende distribuir riqueza, em vez de estimular à sua criação.
    «wait a minute estas a comparar o nivel de desenvolvimento social, intelectual e tecnologico de macacos com o nosso??? » O ser Humano moder existe à 130.000 anos. Os exemplos que dei foram de sociedades humanas… Mesmo que falasse de hominídeos, nunca seriam «macacos» – isso revela um desconhecimento profundo da evolução humana.
    Atenção, eu não sou contra a automatização dos meios produtivos, onde isso for possível. Temos é de, paralelamente, requalificar o capital humano libertado, de modo a que contribua para outros sectores onde faz mais falta. No entanto, não é praticável uma automatização total.
    Não compares os motivos que levaram ao desaparecimento das civilizações clássicas com as nossas contradições internas…
    O Michio Kaku é um gajo porreiro e um notável divulgador de ciência. Mas, volta e meia diz com cada disparate! Por exemplo: http://wattsupwiththat.com/2011/02/02/climate-expert-michio-kaku-el-nina-or-global-warming-causing-snowstorms-or-something/ . Os futurologistas podem dissertar sobre o que quiserem que ninguém pode saber como irá ser a sociedade daqui a cem anos… Temos é de lançar os alicerces diariamente, com responsabilidade, pragmatismo e sentido de honestidade.

  8. Entre o corralito e o funeral do Euro « Quarta República Says:

    […] Nem os motivos que nos levaram a este estado são os mesmos de outros países: por exemplo, só recentemente os credit default swaps ameaçaram a nossa capacidade de financiamento. Portanto, vamos fazer um exercício de compreensão, analisar o nosso estado actual, apontar os […]

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