Ecologistas – precisa-se!

Viva!

Os cursos de água em Caneças, onde foi filmada a Aldeia da Roupa Branca” e que outrora abasteceram a cidade de Lisboa com água potável, desde a barragem romana de D. Maria até aos aguadeiros da viragem do século XIX para o XX, passando pelo Aqueduto das Águas Livres, continuam poluídos!

Recomendo a leitura do artigo correspondente no jornal “Nova Odivelas” desta semana: 388.

Pergunto, então, o que é mais importante para a doutrina ecologista: a luta contra o capitalismo, o desenvolvimento e um gás essencial à vida (CO2) ou a luta pela pureza dos nossos cursos de água? É que, parece-me, as prioridades estão todas trocadas! Eu tenciono – a tal fui desafiado, no seguimento deste artigo – apresentar um projecto que envolve a limpeza e fiscalização da qualidade da água, tanto superficial como subterrânea em Odivelas.

E vocês, Greenpeace, Quercus, W.W.F., P.A.N., e outras igrejas da religião do aquecimento global; vocês, ecologistas que não hesitam em apontar o dedo ao Homem; vocês, vegetarianos que censuram a evolução que nos tornou omnívoros; vocês, melancias (verdes por fora, vermelhos por dentro) que gerem uma campanha fraudulenta de desinformação das massas; vocês, adeptos das grandes causas ambientais que só criticam os regimes democráticos, remetendo-vos ao silêncio quanto às ditaduras socialistas que defendeis; em que altura da vossa campanha anti-democrática haveis abandonado a luta contra a poluição? É que no meio do alarmismo em relação ao clima, não vos ouço falar daquilo que foram os ideais fundadores do ambientalismo – ideais nos quais me revejo!

Justificando o título deste artigo, apelo a todos os verdadeiros ecologistas – sobretudo àqueles que habitam no concelho de Odivelas – que entrem em contacto comigo (o meu email está na barra lateral deste blog). Podemos, sem politizar uma questão transversal às ideologias, partilhar ideias para propôr uma resolução desta vergonha que é, nos arredores de uma capital europeia, indesculpável no tempo em que vivemos!

Cumprimentos!

António Gaito

10 Respostas to “Ecologistas – precisa-se!”

  1. joao matos Says:

    Parece-me que não compreendes o actual estado de coisas pelo que vou tentar explicar-to

    “Pergunto, então, o que é mais importante para a doutrina ecologista: a luta contra o capitalismo, o desenvolvimento e um gás essencial à vida (CO2) ou a luta pela pureza dos nossos cursos de água? É que, parece-me, as prioridades estão todas trocadas!”

    as lutas que falas, por exemplo contra o capitalismo, parece-me a mim incorrectamente apontada aos ecologistas. a maioria são de certeza capitalistas a questão que podes colocar é se a luta não estará neste momento contra as atrocidades do capitalismo (principalmente dos neo liberais) actual onde o lucro justifica tudo inclusive a pressão nos estados de direitos onde já nem poder legislativo têm. isto não é conversa socialista são factos que te tenho mostrado e como deves saber não sou liberal nem comuna.
    quanto à questão do co2, se partirmos do principio do paradigma actual de que o co2 é um poluente, que provoca o efeito de estufa e que provoca alterações climáticas e que para além disso os governos de todo o mundo pouco parecem querer fazer para o resolver e se as previsões estiverem correctas então esta é uma luta necessária.
    quando apontas o dedos a estas organizações da forma cega como o fazes só provas que na verdade não vais sequer perceber os projectos onde estão envolvidos

    existe ainda outra questão quanto ao trabalho activista. ao contrário do que tu dizes o trabalho activista actual parte do principio do sistema actual, que é regulamentar a defesa do meio ambiente e diferentes ecossistemas. a partir do momento em que elas estão regulamentadas, passa a ser dever das autoridades incompetentes fiscalizar e fazer cumprir a lei. o que nos leva ao eterno problema de que as leis não resolvem problemas nem a causa/origem do problema.

    concordo que deva ser feito alguma coisa, mas isso não passa pelo apontar do dedo outro, no meu ponto de vista, a outro eterno problema a competição. é sempre a competição o objecto que faz mover a sociedade que nos tem deixado nesta merda. se cooperassem em vez de competirem o mundo estaria bem diferente.

    quanto à questão não da mas das ribeiras de odivelas é uma história bem antiga. toda a gente sabe onde é que os esgotos vão dar e a limpeza tanto quanto sei já só se faz onde elas todas vão dar ao afluente do tejo, o trancão. depressa vais perceber que não há solução e que mesmo que haja esse não é um tópico prioritário e existem outros interesses que fazem das lutas dos activistas e ecologistas uma luta inglória.

    podes sempre procurar uma solução que dê lucro!!! podes ver por exemplo o caso do energy revolution da greenpeace que propõe a alteração para as energias renováveis e que aponta o lucro como um dos objectivos. não vêm que isso não resolve os problemas da nossa sociedade e que tudo o resto fica cá, os que as empresas e estado vão continuar a explorar como têm feito, que as questões sociais e consequentemente pessoais se vão manter. que a corrupção se vai manter, que o crime se vai manter, que as guerras… bom talvez se modere um pouco as guerras se não lutarem tanto por energia…

  2. quartarepublica Says:

    Vá lá… Sabes bem que o discurso ecologista está cada vez menos focado no ambiente e cada vez mais na economia.
    Até posso conceber a possibilidade de a Teoria das Alterações Climáticas de Origem Antropogénica estar correcta e eu estar errado. Não venhas é dizer que o CO2 é um poluente! Talvez enquanto propaganda isso passe, mas, não há ninguém credível na comunidade científica que o diga – e desfio-te a mostrares seja o que for que corrobore essa afirmação.
    As previsões de aquecimento estão tão correctas que, à excepção do NASA-GISS, todos os gráficos utilizados para medir a anomalia das temperaturas globais mostram uma tendência ligeiramente decrescente na última década.
    Quando dizes que não há solução, eu digo o contrário. A sociedade civil tem de se mobilizar. Ou está tudo tão absorvido pelas alterações climáticas e energias renováveis que já não há espaço para as pequenas causas?
    Quanto à cooperação, o desaparecimento dos kibutz em Israel é uma prova de que as pessoas, se forem livres de escolher, preferem competir do que cooperar.

  3. joao matos Says:

    essa questão de ser poluente ou não nem vou perder tempo com isso chama-lhe o que quiseres….

    quanto à questão se existe espaço para pequenas causas.. talvez exista se tiveres poder… sabes como é se tens dinheiro consegues tudo! a greenpeace que tanto criticas é um bom exemplo eles conseguiram coisas como retirar químicos tóxicos do iphone ou parar a desflorestação na indonésia simplesmente através da pressão publica, porque as marcas têm uma imagem perante o consumidor. Pergunta: deixamos de ter químicos tóxicos nos nossos bens de consumo? não. deixamos de desflorestar cegamente? não…

    o que estou a tentar dizer é que por mais que um gajo se esforce torna-se uma luta inglória porque para mudar tens de ter poder e poder vem do dinheiro. dinheiro corrompe.

    quanto à cooperação peço-te um exercício… imagina um mundo sem patentes, sem códigos fechados, sem informação confidencial, sem artigos científicos pagos onde os cientistas não só partilhavam as pesquisas mas trabalhavam em grupos onde as fronteiras não eram barreiras, onde as dificuldades económicas não impediam a investigação…. é difícil de imaginar, eu sei, mas essas barreiras fomos nós que as criámos, somos nós que as temos de deitar abaixo.

    eu sei que a competição parece inerente ela esta a nossa volta, mas competição e cooperação é um comportamento assimilado e não inato. num ambiente escasso competitivo, num ambiente de abundância não existe necessidade de competição. nos animais é fácil de observar como um panda come calmamente as centenas de canas de bambu que tem à sua volta, mas um tigre tem de competir por um pouco de carne. a criança mais sociável, estável e calma do mundo, depressa aprende que no mercado de trabalho se não fodes, fodes-te. mas é mais do que isto, é uma questão tão grave que provoca problemas emocinoais, sociais e patológicos

  4. quartarepublica Says:

    O que tu defendes, se nos desligarmos da conotação que a palavra adquiriu – é um comunismo, no sentido mais puro e descomplexado do termo. Volto ao argumento dos kibutz: quando é dada a opurtunidade às pessoas de viverem numa sociedade justa e mutualista, elas preferem (porque tinham essa liberdade) mudar-se para um sítio onde possam competir. O que tu defendes só pode ser imposto à força – não faz parte da natureza humana!
    O que defendes é um planeamento centralizado que, em vez de moeda ou escambo funciona, implica uma aceitação tácita de todos os intervenientes quanto ao regime de produção. Se o escambo fosse útil, não teria sido inventada a moeda. Se o planeamento central funcionasse, os países socialistas não tinam falhado: http://en.wikipedia.org/wiki/Economic_calculation_problem . E se não houver incentivos à inovação, o resultado é a estagnação e o retrocesso civilizacional.
    Eu percebo que essa ideologia pareca bonita, mesmo pondo de parte tudo o que ela tem de anti-natura. Mas, põe em causa vários direitos humanos, sobretudo, o direito à realização de objectivos – para não falar no direito à propriedade. Numa sociedade que não premeia a competitividade, não há incentivos à inovação.
    Quanto às pequenas causas, eu prefiro tentar fazer a diferença por aí… Nas grandes não tenho voz, nas pequenas posso mudar algo, mesmo que não seja reconhecido por tal.
    Em jeito de post scriptum, não voltes a dizer que o CO2 é um poluente, enquanto não fundamentares esse argumento.

  5. joao matos Says:

    deixa-me bajular-te pela forma como fugiste as minhas questões…. pior é que das vezes em que o que disse foi menos socialista e como não tiveste argumentos fizeste o mesmo que os outros: esticas o dedo e chamas-me comunista.. e nem nisso argumentas…

    lamento, mas como já te disse coloco o comunismo dentro do mesmo saco do capitalismo basta leres alguns dos comentários que já coloquei neste blog. alias como tu dizes, existem valores que presamos que podem estar associados a grupos a quem não temos qualquer ligação.

    “quando é dada a opurtunidade às pessoas de viverem numa sociedade justa e mutualista”
    como é que consegues isso?

    tu consideras a competição inerente ao ser humano como quisesses que a genética explicasse isso.. creio que também consideras os eugenics perigosos…
    como é que explicas que nos países onde existem melhores condições de vida mais justiça menos desparidades económicas (maioritariamente norte da europa) o numero de doentes, criminosos, etc sejam mais baixos? como é que explicas que os países sub desenvolvidos preferem viver sem dinheiros? ou que os índices de felicidade dos países desenvolvidos não tenha aumentado apesar do suposto grande desenvolvimento? como explicas que existam grupos que recusam a violência?
    competição e cooperação são comportamentos assimilados, dependo do meio que te rodeia vais “escolher” um ou outro.

    “O que tu defendes só pode ser imposto à força – não faz parte da natureza humana! ” eu defendo muita coisa, vais ter de ser mais especifico

    “Se o escambo fosse útil, não teria sido inventada a moeda” – primeiro o que defendo não passa por trocas. depois a troca, seja de que forma for, sempre foi necessária para a troca de valores dada a escassez. neste momento é possível acabar com a escassez e acabar com isso. Mais é cinismo sequer pensar que a automação é má quando ela pode resolver a fome no mundo….

    “se não houver incentivos à inovação, o resultado é a estagnação e o retrocesso civilizacional.”
    aqui entendes que os incentivos são dinheiro, lucro, bens ou propriedade. Num sistema de abundância tu tens acesso ao melhor que a sociedade te conseguir dar e se não te for suficiente então podes inovar. O que tu tens diariamente é um constante processo de estagnação criado pelas limitações do capitalismo, porque se não dá dinheiro põe de lado. inovação não é dar lucro. inovação é melhorar. pior do que isso é dizeres que cientistas como tivemos ao longo de séculos trabalharam para ser podres de rico, quando isso é uma falsidade. Se sempre existiu um incentivo é a própria curiosidade inerente ao ser humano que é fácil de ver nas crianças e que infelizmente esta merda de sociedade corta, desde pequenos nas escolas e mais tarde nas empresas. Se quiseres ir mais longe podes apontar a um cientista ele querer que o seu nome e a sua pessoa se torne imortal pelo seu trabalho. Quantos quiseres trabalharam anos a fio sem que fossem pagos por grandes empresas que ganhavam grandes lucros. bem pelo contrário o que tens mais é casos em que as empresas cortam a inovação por motivos como dinheiro para investigação, melhorias que têm de ser rejeitadas porque são boas para os consumidores, mas más para os negócios etc etc

    “estagnação e o retrocesso civilizacional” o que acredito é que quando tu devolves a criatividade às pessoas e lhes das os meios acontece precisamente o contrário.

    “põe em causa vários direitos humanos, sobretudo, o direito à realização de objectivos” bem pelo contrário da-te mais do que actualmente para a realização de objectivos

    quanto ao direito de propriedade, já falei sobre isso, é o resultado da ganancia. Se tu tens todos os bens que te são necessários porque queres mais e mais? acreditas mesmo que faz parte da natureza do ser humano querer sempre mais e mais e mais? até sugiro que leias artigos sobre marketing publicidade etc vais perceber que essa necessidade é artificial e é criada para manter o consumo

    é uma escolha tua… e normalmente do resto… tentam sempre resolver as consequências dos problemas, eu tento resolver os problemas.

    Por poluição entende-se a introdução pelo homem, direta ou indiretamente de substâncias ou energia no ambiente, provocando um efeito negativo no seu equilíbrio, causando assim danos na saúde humana, nos seres vivos e no ecossistema ali presente.[1] portanto é um poluente

  6. quartarepublica Says:

    Utilizei o termo comunismo no sentido etimológico, não enquanto ideologia política.
    A competição não é inerente,só, ao Homem – é um facto da natureza. É o cerne da evolução! «como é que explicas que os países sub desenvolvidos preferem viver sem dinheiros?» – não sei de onde veio isto, mas, não tem ponta por onde se pegue… Quando a formação de capital humano não acompanha o desnvolvimento económico, o descontentamento perpetua-se. A recusa da violência não é contra-natura – é uma opção pessoal ou comunitária.
    Refiro-me ao mundo sem moeda, sem trabalho e sem competição que tu defendes…
    A automatização dos meios de produção liberta capitalhumanos para outras actividades produtivas – e isso é bom. A subsitituição total da mão-de-obra é impraticável no nosso tempo: como substituir os pescadores, as prostitutas ou os sapateiros?
    Sem dúvida que o melhor incentivo à inovação é o reconhecimento! Mas, qual é a justiça em ter um génio criativo a dedicar-se integralmente ao bem comum e ter o acesso aos mesmos bens e serviços que um parasita que passa o dia com o rabo sentado no sofá a ver telenovelas?
    Se o meu objectivo for ter uma quinta com uma exploração agrícola e pecuária, ter uma mansão megalómana ou um iate de cem metros, como não há propriedade privada, não posso… Por mais que trabalhe para isso! É uma negação do meu direito à satisfação de objectivos.
    Posso querer mais e melhor porque tenho esse direito.. A propriedade implica autoridade sobre a coisa possuída, portanto, só posso gozar o bem se tiver essa autoridade. E não aceito que me neguem esse direito!
    No teu entender, o CO2 pode ser um poluente. Eu não consigo chamar poluente ao alimento das plantas… Nem nenhum cientista credível que eu conheça.

  7. quartarepublica Says:

    Esqueci-me de responder a isto: «“quando é dada a opurtunidade às pessoas de viverem numa sociedade justa e mutualista”
    como é que consegues isso?»
    Pela terceira vez, os kibutz em Israel são um exemplo…

  8. joao matos Says:

    ignoraste mais de metade do que eu disse… será porquê?

    “A competição não é inerente,só, ao Homem – é um facto da natureza. É o cerne da evolução!”
    falas da competição com se fosse um fardo que tivéssemos de carregar… não não temos. não sei se te recordas das aulas em te ensinaram as diferenças entre o nosso cérebro e o dos animais. eu sei que ainda temos muitos comportamentos animais, mas a verdade é que os nossos comportamentos ainda animais na nossa sociedade são provocados por causas externas porque ninguém nas sua plenas faculdades e consciente as faria. vivemos a nossa vida diariamente mais de 12 horas por dia numa espécie de forma inconsciente, mecanizada em que o cérebro se limita a agir gravando e aceitando cada acção para depois registar e a nossa vida fazer sentido, porque na verdade não faz. as pessoas não pensam, agem, e quando pensam já agiram. pode ter sido necessário mas isso não justifica a sua perpetuação! tu apontas o dedo mas cais no mesmo erro: dogmas! a cruz, o terror, o destino: destruição!

    Competition is a contest between individuals, groups, animals, etc. for territory, a niche, or a location of resources.
    então se eliminas a escassez de recursos resolves a questão da competição

    sugiro o trabalho do gábor máté
    http://en.wikipedia.org/wiki/Gábor_Máté_(physician)

    não tem ponta por onde se pegue ou simplesmente resolveste pegar-lhe enquanto descartavas os outros e achaste que por aqui podias pegar?
    http://news.bbc.co.uk/2/hi/3157570.stm

    a felicidade é um termo relativo. lol relativo ao que as pessoas ou o meio sugere que tenham e o que na verdade conseguem atingir. no ocidente, é impossível que as pessoas sejam felizes nem pelo simples facto que todos os dias a toda a hora lhe entra alguém pela casa a dentro a dizer que não presta e que precisa de trocar tudo desde a pessoa em si a tudo o que a rodeia!

    “Quando a formação de capital humano não acompanha o desenvolvimento económico, o descontentamento perpetua-se.” suponho que falas de educação e neste ponto colocas uma falácia porque a formação pode existir sem desenvolvimento económico, a tua cabeça é que esta mecanizada pelos modelos económicos

    “Refiro-me ao mundo sem moeda, sem trabalho e sem competição que tu defendes…”
    sem moeda e sem competição. sem moeda porque é desnecessária e sem competição porque ela passara para a aula de história. sem trabalho não são palavras minhas, lê o meu texto outra vez…

    “A automatização dos meios de produção liberta capital humanos para outras actividades produtivas – e isso é bom.” tal forma está enraizado o mecanismo capital que nem consegues separar capital de humano e servem apenas no contexto como números. claro números é o que todos somos porque números vamos gerar $$$$ para eles….

    “A substituição total da mão-de-obra é impraticável no nosso tempo: como substituir os pescadores, as prostitutas ou os sapateiros?”
    não sei se me ria se chore… ou então estas a gozar comigo…. mas lá vai não vejo porque a pesca não pode ser automatizada, vai ao google e mete fish pharming automation. sapateiros…. mais uma vez não consegues sair da mentalidade actual.. para que serve um sapateiro? reparar calçado. porquê? porque ele não é eficiente e porque existem pobres! podes criar calçado eficiente com padrões de qualidade e, eficiência e duração muito superiores. prostitutas… não sei se te responda a isto mas a prostituição é apenas mais uma das coisas que desapareceriam, basta pensar na causa da sua existência….

    “Mas, qual é a justiça em ter um génio criativo a dedicar-se integralmente ao bem comum e ter o acesso aos mesmos bens e serviços que um parasita que passa o dia com o rabo sentado no sofá a ver telenovelas?”
    mais um exemplo de como não és capaz de sair deste sistema… o sistema social que advogas permite que isso também aconteça. depois todos os génios assim o fizeram e depois partes do principio que as pessoas não podem ter a vida que que querem e tu queres simplesmente obriga-las a trabalhar. porque raio as pessoas passam horas, maioritariamente à noite a ver novelas? tu sabes porquê…

    “Se o meu objectivo for ter uma quinta com uma exploração agrícola e pecuária, ter uma mansão megalómana ou um iate de cem metros, como não há propriedade privada, não posso… Por mais que trabalhe para isso! É uma negação do meu direito à satisfação de objectivos.”
    ok precisas de uma exploração agrícola só para ti porquê e/ou para quê? porque gostas da terra? ninguém te vai proibires de a teres desde que seja de forma sustentavel e simplesmente não te vai servir de nada produzir em massa/modo exploração porque não vais ter como escoar. ou seja fazes porque gostas e não para ganhares dinheiro com isso. para além disso podes pertencer a um grupo de trabalho de gestão de quintas automatizadas…
    precisas de uma mansão megalómana? de que a forma a consegues e quantos ficam para trás para teres a expansão megalómana? o que te faz querer isso e porquê? porque a sociedade onde tu vives tu coloca como ideal porque tu também acreditas que um dia vais ser rico! mas deixa-me que te diga ou tens muita sorte ou és muito corrupto! “iate de cem metros”… que te diga? até podes ter uma casa no mar! podes ter um barco se quiseres, mas um iate de 100 metros!… esta a sair do racional e entrar na casa dos desejos implantados na moleirinha desde criança…
    basta compreenderes que o planeta, os recursos e as pessoas são finitos e que as megalomanias não são sustentáveis! se toda a gente quiser um barco de 100 metros…
    “Posso querer mais e melhor porque tenho esse direito.. ” podes querer mais e melhor porque tens esse direito. porque queres mais? porque precisas? ou porque tens um bicho chamado capitalismo as voltas no cérebro a dizer-te mais mais mais?… btw melhor é o quê? é que melhor também é uma variável, depende das premissas que lhe colocas, normalmente são concebidas pelos valores de determinada sociedade..

    “A propriedade implica autoridade sobre a coisa possuída, portanto, só posso gozar o bem se tiver essa autoridade. E não aceito que me neguem esse direito!”
    a questão é que vês a propriedade que falo como não existente, talvez seja melhor se disser que é uma propriedade temporária de acordo com a tua necessidade. faz-me lembrar a questão que uma vez foi colocada. exemplo: eu tenho uma casa com um jardim e alguém resolve apoderar-se do banco que tenho no jardim e o ocupa, para dormir e afins.. não o posso expulsar de lá porque não é a minha propriedade! alguém que tem acesso a tudo e resolve fazer uma vida num banco de quintal precisa é de um médico/psicólogo talvez seja melhor, perceber o que leva aquela pessoa a querer fazer aquilo.. se não houver explicação até então, eventualmente arranja-se-lhe uma casa com um banco de jardim onde ele possa ficar xD
    my point is imagina os milhões de carros que existem e as horas que eles ficam parados.. porque não coloca-los a disposição de todos, quem precisa usa. em abundância ninguém vai andar às turras por um carro. btw se pesquisares já existe um sistema similar a ser implementado com minis. outro exemplo bicicletas.. vais ao sitio onde esta a pista de bicicletas e utilizas a que estiver disponível…queres andar pelos montes.. tas a vontade! resumindo tens acesso sem ganancia porque existe abundância!

    lol comunidades colectivas voluntárias? das-me o teu melhor exemplo com comunas?

  9. Lura do Grilo Says:

    Pois ” O Homem novo” custou centenas de milhões de mortos! Insistem em ver o homem como um pinto de uma ninhada a ser criado por iluminados que sabem decidir o que é bom para cada um deles. Delírio absoluto … até Sartre percebeu a falência do modelo do Homem Novo.

  10. quartarepublica Says:

    Tu nunca podes eliminar totalmente a competição porque é impraticável eliminar a escassez. Por mais que distribuas recursos e bens, há-de sempre haver alguma coisa que é escassa – o que leva as pessoas a competir pelo acesso a ela. Para não falar da competição por bens não-materiais, tais como afectos, sexo ou prestígio.
    É muito bonita a história de os pobres poderem ser felizes, mas, não encontro rigorosamente nada que corrobore a tua afirmação sobre preferirem viver sem dinheiro!
    Nunca me entraram em casa a dizer que não presto… Não compreendo aonde queres chegar.
    «sem trabalho não são palavras minhas, lê o meu texto outra vez…» “Mea culpa”, pensei que defendesses o Project Venus.
    Há aí alguma confusão ou desconhecimento da teoria do capital humano: http://faculty.washington.edu/jacoby/BLS345/%20HCtutorial.html .
    Pondo de parte a pesca desportiva, não vejo como automatizar algo tão específico como a pesca da lampreia, do cherne, dos peixes pelágicos ou a apanha de bivalves e crustáceos. Mas, até cedo nesse aspecto que, segundo parece, implica implica vedar o acesso aos peixes selvagens, substituindo-os por produtos de aquacultura. Quanto aos sapateiros, por mais duráveis que sejam os sapatos, algum dia hão-de estragar-se – se é tão importante conservar os recursos, parece-me mais sensato repará-los. E não me parece que consigas fabricar uns sapatos em cabedal e couro muito mais duráveis que os actuais – sim, porque não abdico do direito a preferir o natural ao sintético. Como é que, nesse mundo ideal, um homem solteiro e com vontade de fazer sexo consensual com uma mulher adulta, vai satisfazer essa necessidade? Vai haver obreiras sexuais a trabalhar para o colectivo? Ou vai ser obrigado a desenrascar-se sozinho? Até me agrada a primeira hipótese… Não tolero é que a sociedade me imponha uma proibição que afecta a minha vida privada!
    Já te passou pela cabeça a possibilidade de muitas pessoas não fazerem nada – ou embebedarem-se de telelixo – simplesmente porque querem? É um direito que ninguém lhes pode tirar – claro que têm é de suportar as consequências!
    «…ninguém te vai proibires de a teres…» Se não há dinheiro para uma aquisição legítima, nem propriedade privada para legitimar a posse, quer dizer que tenho de reivindicar a posse sobre o património colectivo? Isso não seria ilegal? Ou também não haveria leis?
    Por mais inútil e desproporcional que seja o bem, desde que seja adquirido de uma forma legítima, é algo que diz respeito a quem o possui! Mais uma vez, não aceito intromissões no domínio privado.
    A propriedade, portanto, é partilhada e temporariamente cedida a quem precisa dela. Ora, pegando no exemplo dos automóveis, não tenho nada contra um sistema de partilha, desde que não me impeçam de possuir um. Ou seja, desde que tenha o direito de recusar os automóveis comuns – que, se for preciso, estão longe da minha casa – e possa ter o veículo que eu quiser, à minha porta, disponível conforme as minhas necessidades.
    Os “kibutzim” não se fundam na ideologia comunista, mas, são comunistas no sentido etimológico do termo. É, especificamente, um socialismo de base religiosa. Ninguém era obrigado a integrar ou permanecer num “kibutz”, a propriedade e as tarefas eram partilhadas, as crianças criadas pela comunidade e não pelos pais… É o único exemplo prolongado no tempo de uma sociedade como a que defendes – e falhou redondamente!

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