D.S.K. – quem tramou o “chaud lapin”?

Viva!

O mau cheiro que esta história emana, alcança níveis estratosféricos! A acusação de Strauss-Kahn (DSK-Complaint[1]) encaixa que nem uma luva no perfil de um mulherengo que nunca fez segredo disso, daí a alcunha de “chaud lapin” – coelho quente. Mas, há qualquer coisa mal…

Em Novembro de 2010, num discurso que desgradou às elites políticas e financeiras globalistas, DSK anunciou uma viragem política no modo de actuação do F.M.I. Essa viragem, de facto, já se tinha começado a formar – com juros mais baixos e resultados financeiros positivos. A gestão do caso irlandês também estava a causar celeuma, havendo a possibilidade de os investidores americanos suportarem perdas que os investidores europeus não sofreriam. Algo inaceitável, tendo em conta que o “número dois” do F.M.I., John Lipsky, é um ex-vice-presidente do JPMorgan Investment Bank.

Numa revelação surpreendente, o Libération revela um encontro a 28 de Abril entre DSK e jornalistas, num restaurante. DSK receava estar sob escuta, pediu a Sarkozy – que enfrentaria nas próximas eleições, estando DSK à frente nas sondagens –   para não se meter na sua vida privada e previu que seria tramado com uma falsa acusação de violação.

O voo para Paris – a detenção foi dentro do avião, 10 minutos antes da descolagem – já estava marcado há algum tempo. DSK ligou para o hotel onde ocorreu a alegada violação para perguntar se não tinha deixado um telemóvel no quarto, referindo que estava no aeroporto. Prontificou-se a fornecer uma amostra biológica, antes que lhe fosse pedido. Isto parece corresponder ao comportamento de um violador em fuga?

E a hora a que ocorreu a alegada violação? Na primeira versão da polícia, terá sido pelas 13:30h, mas, depois de DSK ter ter dito que a essa hora estava a almoçar com a filha, tendo uma factura a comprovar, a versão passou para «por volta do meio-dia», hora em que a video-vigilância do hotel regista um DSK a sair apressado. A razão da pressa? Segundo as autoridades, estava a fugir; segundo DSK, estava atrasado para o almoço com a filha…

E qual foi a primeira agência a noticiar a detenção de DSK? Nenhuma! Foi um militante do partido de Sarkozy no Twitter, ao mesmo tempo que DSK estava a ser detido…

E, sejamos francos! Vamos imaginar um milionário que usa diariamente um Rolls-Royce, tendo uma colecção de carros clássicos, desportivos e de luxo na garagem, com dinheiro para comprar os que quiser ou, em último caso, apanhar um táxi sem se preocupar com a conta. Alguém vai acreditar se o acusarem de roubar um FIAT Uno?

Cumprimentos!

António Gaito

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