Eleitorado socialista: os subsidiodependentes…

Viva!

Em jeito de desabafo, parece-me pertinente contar esta história, para que se perceba as intenções de voto no Partido Socialista:

Estou a trabalhar este Verão numa cervejaria onde já trabalhei,efectivo desde o início, durante uns dois anos. Agora, como extra, faço Sextas, Sábados e Domingos. E, além de ganhar bem pelo trabalho que faço, gosto do que estou a fazer, além de me poder considerar um privilegiado por ter trabalho!

Uma das coisas que fazem desta cervejaria em Odivelas um sítio ímpar, tanto para trabalhadores como para clientes, é o tratamento verdadeiramente igualitário a que todos se sujeitam. Fiz-me Homem nesta casa, onde comecei a trabalhar aos 18 anos, por trabalhar e lidar com Homens! Ao contrário de outros sítios onde trabalhei, onde analfabetos com um BMW eram tratados por Drs., ali, desde trolhas até aos doutorados, caso não se tenha confiança para tratar pelo nome próprio, a reverência não ultrapassa o aceitável «senhor»…

Isto tudo para contar uma conversa entre dois clientes habituais, cuja identidade não importa, amigos de longa data: um militante do P.S. e o outro, indiferente às partidarites, mas, ciente da realidade, simpatizante do P.S.D. Os dois, abandonados pelas famílias depois do merecido repasto dominical, entregues à discussão da actualidade nacional com a companhia da imperial em “copo de barril”, discutiam o sentido de voto do segundo:

«Não percebes que ao votares nesses gajos está a votar contra os subsídios a que tens direito? É isso que eu não consigo aceitar!»

Nenhum dos interveniente nesta discussão, que apanhei enquanto cumpria a minha função de os despejar de uma esplanada que já devia ter sido fechada, é dependente do Estado para sobreviver… São os dois chefes-de-família daquilo a que podemos chamar uma classe média-alta.

Quando ouço coisas destas, juntamente com notícias sobre arruadas do P.S. feitas com recrutamento nos Centros Novas Oportunidades e imigrantes pagos para acompanhar o “diz-que-é-uma-espécie-de-engenheiro”, penso: afinal, os portugueses não são parvos! São é oportunistas!

Cumprimentos!

António Gaito

2 Respostas to “Eleitorado socialista: os subsidiodependentes…”

  1. joao matos Says:

    se queres viver numa selva onde tens o que tiveres oportunidade de ter, meio que entregue a sorte muito bem para ti, a curto prazo sugiro-te um pais do outro lado do atlântico. Não apontes o dedo nem ofendas quem acredita que a verdade não é como tu a pintas e concorda que podemos ser superiores a essa aleatoreidade e dado a merda que é o dinheirismo, tentam que este seja mais “fiável”, sustentável, ou previsível. É de meninos de pais ricos sempre tiveram o que precisaram e que ambicionam ficar ricos a custa de explorar os outros que esta merda mais precisa. ah e parabéns! és oficialmente escravo do sistema!

    A liberdade que há no capitalismo é a do cão preso de dia e solto a noite.
    – Agostinho da Silva

  2. quartarepublica Says:

    A única coisa que pode ser entendida como é ofensa é chamar oportunistas aos portugueses – se a verdade ofender…
    E não sou filho de pais ricos!

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