Batam-se à vontade!

ARTIGO CONVIDADO DE JOSÉ MARIA PIGNATELLI

Batam-se à vontade!

É uma vergonha o que os militares fazem

Em Portugal os critérios da Justiça nem sempre são congruentes. Muito mais evidentes são as diferenças entre as práticas civis e militares. Há dias, um magistrado decretou prisão preventiva para dois jovens que espancaram uma jovem, numa cena filmada e publicada no facebook e transmitida em todos os canais de televisão. Caiu o Carmo e a Trindade. O Bastonário da Ordem dos Advogados criticou a decisão apelidando-a de ‘terrorista’. Também se ouviram aplausos a este acontecimento inédito.

Agora assistimos a imagens de uma cena em todo semelhante de vários militares a maltratarem um companheiro de caserna, com grande violência. Neste caso também de forma premeditada e mais humilhante já que o atacado se encontrava desnudado. E como de militares se tratam a pena foram cinco dias de reclusão no quartel. O mais curioso é que os condenados entenderam recorrer desta decisão.

Ora os portugueses de bom senso podem muito bem questionar-se sobreem que Paísvivem, porque existem pesos e medidas diferentes entre a justiça civil e militar. Afinal de contas,em que Estadode Direito vivemos? Porque alimentamos uma organização que diverge das demais?

Porque são os contribuintes obrigados a alimentar uma instituição militar improfícua, jamais capaz de responder em qualquer cenário de agressão externa, tanto mais que nem meios humanos e materiais existem.

Aliás, é bom não esquecer como fomos recambiados da Índia e mais recentemente da nossa Timor Leste pelo invasor Indonésio, deixando os timorenses à mercê das maiores atrocidades.

É demasiado grave que se oiçam militares de patente superior afirmar que se fez justiça com cinco dias de reclusão. É extraordinário como não se ouve uma única voz discordante, sobretudo por nos encontrarmos num momento em que o poder e as instituições do Estado precisam ser moralizadas para ganhar credibilidade junto dos cidadãos e além fronteiras.

Percebe-se que os militares fazem o que querem e, por certo, vão manter um corporativismo extremo.

A violência e as praxes na caserna continuam e mantêm-se autorizadas. Inadmissível!

José Maria Pignatelli

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