Uma opinião pessoal sobre as Legislativas 2011

Imagem tirada de http://www.legislativas2011.mj.pt/ em 07/06/2011.

Viva!

Aquilo que vou escrever não curará a podridão que afecta a Terceira República… Talvez alerte uma ou duas mentes para a imperiosa mudança, para a Nova Restauração, para a Quarta República – ou res publica, porque o regime republicano nunca foi legitimado pelo Povo soberano.

Como presidente de uma mesa de voto com 1127 eleitores, grande parte deles falecidos ou emigrados (daí a abstenção elevada), tenho de ficar pasmado com isto: um empate a 173 votos entre socialistas (P.S. e P.S.D.) só se justifica por haver muita gente a viver à custa do Estado – em rigor, das pessoas que trabalham e pagam impostos. Aliás, só se justifica que o Partido Socialista seja a segunda força política em Portugal por esse motivo! Para quem não sabe, é difícil explicar “lá fora” que os dois maiores partidos portugueses são de “centro-esquerda”… Fosse a “democracia” portuguesa madura e teríamos a social-democracia (P.S.D.) no centro-esquerda e democratas-cristãos (C.D.S.-P.P.) no centro-direita!

Outras duas notas são importantes: há muitas pessoas que querem votar no Partido Comunista, mas, como não vêm bem a foice o o martelo (que isto de chamar C.D.U. a uma ideologia criminosa até a faz parecer inofensiva!), votam no PCTP/MRPP, que ainda são piores – PCP é estalinista, MRPP é maoista e, entre os dois, os mortos contam-se aos milhões; outra razão de espanto foi a votação no P.A.N., só compreensível por os portugueses votarem sem saber aquilo que os partidos defendem!

Uma última palavra para o Bloco de Esquerda: lamentavelmente a esquerda culta, inteligente e progressista – que, estando no campo oposto ao meu, considero importante no debate democrático – foi vítima do voto útil no P.S. Para quem possa censurar esta posição, argumento com a minha experiência pessoal que me leva a ter mais facilidade e propensão a debater ideias com representantes do B.E. que com outras forças políticas. Gosto de exercer a minha cidadania e trocar opiniões com pessoas convictas daquilo que defendem, desligadas de interesses e caciques!

Os resultados eleitorais de 5 de Junho revelam muito sobre a Terceira República. Acima de tudo, revelam o desprezo, a desconfiança, a falta de esperança e a desilusão do Povo soberano! E enquanto se fazem arranjos de bastidores entre os três maiores partidos para passar leis reforçadas no Parlamento – as que exigem votos de mais de dois terços dos deputados -, o Povo soberano não é “tido nem achado”.

Portugal foi-nos roubado! Hoje manda a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional, o grupo Bilderberg, a Trilateral, meia-dúzia de lojas maçónicas, a Opus Dei e vá-se lá saber quem mais! Mas, nada disto tem legitimidade popular, nem há quem tente devolver a soberania ao Povo. Acabámos de votar na lista de um partido, portanto, não há um nome a quem possamos pedir responsabilidades. E, para quem pensa que votou democraticamente, de acordo com a melhor informação disponível – o meu caso -, estamos enganados!

A comunicação social – ou a “desinformação” –  é controlada por uma mão-cheia de interesses. Por exemplo, os canais de televisão são controlados por quem estiver no governo (R.T.P.); pelos interesses de empresários e elementos ligados aos grupo Bilderberg (S.I.C.) e por uma mistura de maçons com o lobby gay (T.V.I.) – este último representa um grupo de pessoas bem conhecidas que, acima da orientação sexual praticada em privado, partilham interesses económicos e políticos, embora a chantagem os faça muitas vezes instrumento dos primeiros. Ou seja, estamos muito próximos do pesadelo orweliano: a liberdade de escolha é uma ilusão para escolhermos entre aquilo que nos põem à frente. Poucos têm acesso ao panorama geral, daí o pequeno número de votos nos chamados “pequenos partidos” – as franjas que o “sistema” não controla.

Portugal está ameaçado! Os portugueses e todas as pessoas que por tradição histórica viram em Portugal um “porto de abrigo” estão, pior que a empobrecer, a perder progressivamente os Direitos, Liberdades e Garantias perfilhados pela civilização Ocidental. E nem podemos, dentro da Lei, resgatar o nosso futuro porque temos uma Constituição que nos impõe um programa que não queremos, enquanto nos veda a soberania sobre o nosso destino.

Qualquer que seja a ideologia, impõe-se a necessidade de reconquistar a soberania popular! O descontentamento só é útil se for demonstrado… O conformismo deixou de ser opção!

Cumprimentos!

António Gaito

3 Respostas to “Uma opinião pessoal sobre as Legislativas 2011”

  1. anamaral Says:

    Porque é a votação no PAN uma votação de pessoas que não sabem o que o partido defende?

    • quartarepublica Says:

      Só lhe posso responder: leia o manifesto do Partido… A parte de defender os animais é bonita, mas, e o resto? Cumprimentos!

      • anamaral Says:

        Pois, eu li o manifesto do PAN, assim como outros manifestos e programas de todos os partidos. E vi nesse manifesto uma abrangência tão grande que não percebo o que possa faltar. Pelo contrário, nos restantes partidos, vejo apenas remedeios de políticas falhadas e não uma visão progressista e mentalmente renovadora.

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