Anomalia de temperatura em Maio

Viva!

Embora o mês de Maio tenha sido o mais quente desde 1931 em Portugal, a década mais quente do Século XX, à escala global esteve dentro da média dos últimos trinta anos: +0,13C.

A diferença em relação a Abril (+0,12C) é estatisticamente insignificante, tal como o é em relação à média utilizada para as medições de satélite. No dia 1 de Maio escrevi: «de acordo com o melhor sistema de medição de temperaturas que existe, os aparelhos AMSU a bordo de satélites, este Maio foi mais frio que o ano passado e, a julgar pelo gráfico acima, cairá dentro da média dos últimos 30 anos.» Confirma-se!

Vale a pena ler este comunicado do nosso Instituto de Meteorologia:

«O mês de maio, em Portugal Continental, foi o mais quente desde 1931 com valores médios mensais de temperatura máxima (24.86ºC), mínima (13.13ºC) e média (19.00ºC) do ar muito acima do respetivo valor normal 1971-2000, registando-se anomalias de +3.90ºC, +2.63ºC e +3.27ºC, respetivamente.

Neste mês ocorreram 2 ondas de calor. A primeira, verificou-se no período de 9 a 19 de maio, e afetou as regiões do litoral norte e centro, assim como as região a sul do rio Tejo excetuando alguns locais do Baixo Alentejo e Algarve. A segunda onda de calor ocorreu, entre 20 e 30 de maio, apenas no interior das regiões do norte. 

O número de dias com valores da temperatura máxima superior ou igual a 25ºC foi em média de 15 dias, valor muito superior ao valor normal (1971-2000), que é de 6 dias. Verificou-se ainda a ocorrência de noites tropicais em alguns locais (noites com temperatura mínima superior ou igual a 20ºC).

Durante o mês verificou-se muita instabilidade, com ocorrência de aguaceiros, fortes a muito fortes e por vezes acompanhados de queda de granizo e trovoada, em especial nas regiões do interior, o que deu origem a inundações e estragos, sobretudo em zonas agrícolas. O valor médio da quantidade de precipitação (67.2mm) foi próximo da normal 1971-2000 (71.2mm).»

Devo explicar, sem ser especialista, que os eventos meteorológicos extremos sentidos em Portugal estão relacionados com condições anómalas ao redor do Círculo Polar Ártico que podem ser acompanhadas na barra lateral do Quarta República. Não há lugar a falar em “clima”, a não ser na relação entre o aumento da pluviosidade e a tendência de arrefecimento verificada nos últimos trinta anos.

Cumprimentos!

António Gaito

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