Para memória futura…

Raymond Davis, o agente da C.I.A. apanhado com urânio no Paquistão e, posteriormente, libertado.

Viva!

Neste momento, a turtura tortura, as detenções arbitrárias e a redução das liberdades individuais são largamente aceites e celebradas como meios para garantir a nossa segurança. A memória das barbáries do século XX, cometidas em nome de regimes totalitários que condicionaram as populações a aceitar a perda dos Direitos, Liberdades e Garantias Fundamentais, evaporou-se com um duvidoso sucesso na luta contra o fantasma do terrorismo islâmico.

A soberania das nações europeias está a ser transferida para instituições que não foram eleitas e os valores democráticos nos E.U.A. estão cada vez mais limitados. As mais flagrantes fraudes são apresentadas como factos sem que a sociedade civil as conteste. No mundo islâmico, os países com regimes autoritários estão a viver um momento de libertação que, conforme a conveniência, tem sido sabotado por americanos, europeus, sauditas ou iranianos, mas, esse grito de liberdade devia fazer inveja ao Ocidente, conformado e alienado!

A História está cheia de exemplos daquilo que em inglês se chama “false flag“. Operações em que um inimigo conveniente é responsabilizado por algo que não fez, por forma a justificar a reacção. As “armas de destruição em massa” do Iraque são um exemplo na memória de todos. Com o “acordar islâmico”, o papão do terrorismo está a ser desacreditado, o que leva à necessidade de arranjar um novo inimigo, uma nova ameaça para manter as restrições às liberdades civis e os lucros dos envolvidos nos conflictos.

Depois de o Paquistão ter dado liberdade de acção aos militares americanos e ter sofrido mais de 30.000 baixas na guerra contra a Al-Qaeda e os Taliban, parece haver um esforço em questionar de que lado é que este país está. Mesmo que coloquemos de parte, como teorias de conspiração, as afirmações de antigos operacionais dos serviços secretos americanos (Steve Pieczenik) e iranianos (Hamid Gul) a garantir que Bin Laden morreu em 2001, e a coincidência entre o assassinato de Benazir Bhuto e as declarações no mesmo sentido que esta fez dias antes de morrer. Mesmo que esqueçamos que, tanto Madeleine Albright como David Petraeus, afirmaram publicamente que Bin Laden estava morto, anos antes do anúncio oficial. Continua a parecer que o Paquistão está a ser tramado.

Na altura em que se colocava em causa a segurança das instalações nucleares paquistanesas, um mercenário ao serviço da C.I.A foi detido na posse de uma quantidade indeterminada de urânio. Numa altura em que o Paquistão protestava por ataques americanos em solo paquistanês sem autorização, Bin Laden é morto numa residência a dois passos da principal academia militar do país, numa vila cheia de habitantes ligados às forças armadas e aos serviços secretos, sem provas públicas que comprovem a versão oficial. Nessa operação, um helicóptero que ninguém sabia existir foi explodido, alegadamento por causa de uma avaria, mas, milagrosamente a cauda escapou intacta e está na posse das autoridades do Paquistão. No mesmo dia, aparecem ameaças sobre bombas nucleares ou radiológicas escondidas em território americano, prontas a vingar a morte de Bin Laden.

A cauda do helicóptero furtivo, nunca antes visto.

Isto tudo num espaço de poucos dias após a popularidade de Obama ter estado ao nível mais baixo e uma certidão de nascimento falsa ter sido publicada.

Perdoem-me os leitores habituais por fazer esta afirmação sem provas: tudo aponta para estar em curso uma operação “false flag” para atingir o Paquistão. Seja por colaborar com terroristas, seja por tentar transferir os destroços do helicóptero furtivo para outro país, seja por falta de segurança nas instalações nucleares ou, pior, por alguma bomba nuclear táctica ou radiológica ser encontrada ou detonar e o material físsil ser rastreado até ao Paquistão.

Espero estar a ser apenas iludido por alguma teoria de conspiração, mas, caso se venha a confirmar esta possibilidade, fica este artigo como justificação para apontar o dedo aos E.U.A. nesse dia.

Cumprimentos!

António Gaito

2 Respostas to “Para memória futura…”

  1. joao matos Says:

  2. quartarepublica Says:

    Tenho uma máxima sobre as teorias de conspiração: o maior motivo para recear serem verdadeiras é por quase todas terem um fundo de verdade.
    Mas, é preciso separar as águas… A Al-Qaeda, que começou por ser um exército para combater a invasão soviética no Afeganistão, é hoje uma organização com milhares de membros em todo o mundo. Não significa que tenha um comando central: e é esta a maior ameaça – a descentralização. Uma célula de duas ou três pessoas pode agir sem prestar contas à estrutura principal!
    Se defenderes que as medidas adoptadas para nos proteger do terrorismo islâmico ultrapassaram os limites aceitáveis pelos Estados democráticos, aplaudo-te! Se defenderes que a ameaça representada pela Al-Qaeda foi e é exacerbada para servir interesses que não são transparentes, dou-te razão! Não posso é aceitar a negação da existência de um perigo para a nossa civilização que, entre os principais componentes, tem um grupo de milhares de pessoas reunidos numa organização chamada Al-Qaeda!
    Concedo, no entanto, que hoje duvido da responsabilidade de Bin Laden no 11 de Setembro. Se foi uma “false flag” ou uma acção daquela célula sem ordem directa do líder, não sei! Mas, que a versão oficial trasanda, isso tresanda…

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