Um conselho ao próximo governo

Central Fotovoltaica da Amareleja - um dos "elefantes brancos" do desgoverno Sócrates.

Viva!

O F.M.I. já começou a pôr alguma ordem neste parque de diversões socialista, para desagrado dos crentes na religião ecologista e dos oportunistas que investiram nas energias renováveis à custa dos contribuintes. Lanço agora um repto ao futuro Primeiro-Ministro de Portugal (Paulo Portas, espero estar a dirigir-me a dirigir a si!):

Este documento tem de ocupar o lugar que lhe pertence, entre o resto do lixo socialista – national_renewable_energy_action_plan_portugal_pt. Não podemos continuar a imputar às empresas e às famílias o custo de fontes de energia sem competitividade nem utilidade! Sobretudo, não podem ser os consumidores a pagar os subsídios às renováveis.

Paulo (ou se os portugueses provarem ser masoquistas, Pedro ou Zé), como é que podemos exigir às famílias que paguem quase o dobro pela electricidade? Pior! Como é as empresas podem sobreviver, sobretudo aquelas que têm na energia o principal custo de produção (metalurgia, siderurgia, vidros, cerâmicas, et cetera) , quando a electricidade é paga quase ao dobro do preço justo – o preço de mercado?

Se houvesse algum problema com o clima do planeta, como os ecologistas querem fazer crer, resultante das emissões de dióxido de carbono, seria um sacrifício tolerável – embora, mesmo assim, fosse inútil para reverter o alegado efeito dessas emissões. Mas, desde 1998, por vários motivos – alguns não têm explicação conhecida, mas, nenhum dos que conhecemos está relacionado com o CO2 -, o planeta está numa fase natural de arrefecimento. Não há, portanto, justificação para tolerar os lucros que os investidores têm com as energias renováveis! Porque não são lucros justos, obtidos num mercado livre!

Paulo (ou Pedro – o Zé não, porque ele é o responsável por isto), quantos ordenados poderiam ser pagos se as empresas não tivessem de suportar os Custos de Interesse Económico Geral na factura da electricidade? Quantos litros de leite ou pacotes de fraldas poderiam ser comprados com os 40% a 53% que as famílias pagam a mais?

E, quando se fala em investimento público – neo-keynesianismo para eufemizar o despesismo -, será que ninguém percebe que os parques eólicos e centrais fotovoltaicas, por produzirem de forma intermitente, têm de ser acompanhados de sistemas de apoio? No investimento público feito nesses empreendimentos privados, além dos subsídios à instalação do equipamento e à produção de energia, não são contabilizados os sistemas de minimização da intermitência! Como não temos os números disponíveis, posso estimar que por cada 400MW de potência eólica instalada, precisamos de duas barragens (com sistema de bombagem na barragem a montante) e uma central de ciclo combinado a gás natural. Isto não é investimento público, mas, despesimo! É uma privatização dos lucros e socialização dos custos…

Paulo, sei que, como eu, defendes a livre iniciativa, a competitividade e o mercado sem interferências do Estado. Não sabes, tal como o resto do país, em que medida a aposta politicamente correcta do Zé nas energias “verdes”  contribuiu para a crise que atravessamos. Mas confio em ti… Por isso vais merecer o meu voto! E se chegares ao Governo, espero que olhes para os números, que te informes sobre a ciência do clima que tem servido de justificação para o estrangulamento da nossa economia e dês o teu melhor para reestabelecer a justiça no mercado da energia e tirares a corda que os empresários e as famílias têm ao pescoço.

Cumprimentos!

António Gaito

Uma resposta to “Um conselho ao próximo governo”

  1. Um acordo difícil, mas, necessário « Quarta República Says:

    […] os subsídios às renováveis é um bom começo, mas, nada é dito sobre os Custos de Interesse Económico Geral que representam quase metade da factura que as empresas e as famílias pagam! Para muitas […]

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