A confusão entre Dívida e criação de Moeda

A causa de todos os males ou de todos os bens?

«o dinheiro é emitido com divida, vai haver sempre divida. a criação de mais dinheiro com mais divida é um escalar que nos trouxe ao estado em que estamos hoje. desta forma há sempre problema da divida [sic]».

Viva!

Perante uma afirmação como a supra-citada e, tendo em conta o desconhecimento generalizado sobre o funcionamento do sistema financeiro, parece-me necessário explicar: Dívida, seja ela pública ou nacional, é uma coisa; criação de dinheiro é outra!

Dívida Pública é o dinheiro que o Estado terá de pagar, juros incluídos, quando se vencerem os prazos das aplicações financeiras emitidas para angariar dinheiro. Este é um grande problema em Portugal, como todos sabemos.

Dívida nacional é o dinheiro que o Estado e as empresas de um país devem aos Estados e empresas estrangeiras, devido a empréstimos e compras por pagar que, quanto mais tempo levarem a ser pagos, mais juros se acrescentam. Este é o problema da Islândia, discutido no link acima.

Como já não utilizamos o “padrão-ouro“, a moeda em circulação não tem correspondência em metais preciosos guardados no Banco Central, neste caso, o Banco Central Europeu. Hoje, a economia de mercado baseia-se num sistema fiduciário, ou seja, o dinheiro é imaginário e criado do nada, fruto de uma operação matemática. O valor do dinheiro é, meramente, relativo à confiança de quem o utiliza. E foi este sistema que nos permitiu atigir o nível de progresso e bem-estar actual.

Na nossa economia liberal, o dinheiro “aparece” de duas formas: o Banco Central emite Divisa e o sistema financeiro (os malditos bancos!) cria moeda. Em nenhuma destas situações há lugar ao aumento ou diminuição das Dívidas pública ou nacional.

A moeda pode ser emitida, por exemplo, por falta de liquidez (pouco dinheiro em circulação, normalmente por haver muita poupança ou por a balança comercial ser negativa e muito dinheiro ir para o exterior), por a moeda estar muito forte no mercado cambial (isso prejudica as exportações, já que os produtos ficam mais caros para os compradores) ou para pagar a Dívida Pública (só em último recurso!). O problema é que, se não houver criação de riqueza que justifique a emissão de moeda, está-se a inventar dinheiro a partir do nada. Portanto, se a riqueza não acompanhar, a emissão de moeda implica uma desvalorização da mesma e, se a moeda vale menos, os bens e serviços têm de aumentar o preço, ou seja, aumenta a inflacção. Por este motivo é que é um absurdo emitir moeda para pagar a Dívida pública!

Mas, a moeda também é criada e, numa economia saudável, multiplica-se, graças aos bancos comerciais. E o milagre da multiplicação da moeda começa porque há dois tipos de moeda: a moeda física, que circula, e a moeda escritural, ou bancária. É preciso, agora, acrescentar que há três tipos de bancos: Banco Central, bancos de investimento (como o B.P.P.) e, os que criam dinheiro, os bancos comerciais. E é nestes últimos que nos vamos focar.

Os bancos são empresas que recebem depósitos e, como intermediários financeiros, com esses fundos concedem empréstimos e fazem investimentos. Como qualquer empresa, o objectivo é o lucro para os accionistas. Não é demais acrescentar que banco que se preze, tem de ter liquidez (capacidade de converter depósitos em moeda física), rendibilidade (produção de lucro) e solvência (capacidade de satisfazer as suas obrigações para com os credores).

A massa monetária é constituida pela moeda física em circulação e pela moeda escritural depositada nos bancos. A moeda física depositada nos bancos não conta como moeda, senão estaríamos a contar duas vezes o mesmo dinheiro. A moeda física na posse dos bancos e os depósitos destes no Banco Central (que também não contam como moeda), constituem as Reservas, impostas por lei numa percentagem dos depósitos ou, caso os bancos queiram, maior – são as Revervas que nos garantem, quando vamos ao banco fazer um levantamento, que o banco tem moeda física para nos entregar.

Vamos, portanto, supôr que um banco tem as Reservas legais, por exemplo, de 20%. Eu vou ao banco depositar 1000€ em moeda física: o meu depósito vai aumentar em 1000€ o Passivo, mas, a moeda física que entreguei vai contar como Reserva, portanto, também vai aumentar em 1000€ o Activo. Relembremos que as Reservas não contam como moeda. Para satisfazer a obrigação legal de 20%, 200€ terão de ficar em caixa, logo haverá 800€ à disposição do banco para investir ou emprestar.

Vamos, agora, supôr que aparece alguém no banco a pedir um empréstimo de 800€. Se for um dos poucos portugueses a quem os bancos ainda concedem crédito, o banco vai depositar-lhe os 800€ na conta e ele vai levantá-los. Os empréstimos contam como Activos, logo, no balanço do banco, haverá um Passivo de 1000€ do meu depósito, um Activo de 200€ da Reserva legal e outro Activo de 800€ do empréstimo. O banco emprestou o meu dinheiro! Mas, como os 800€ do empréstimo foram levantados, aumentou a moeda em circulação, logo, o banco ao conceder o crédito, criou moeda. Além dos meus 1000€, há agora alguém com 800€, portanto, há 1800€ para serem gastos.

E não fica por aqui! O indivíduo que pediu o empréstimo vai gastar o dinheiro, vamos imaginar, em roupas e mercearias. Os lojistas a quem ele pagou (partindo do princípio que pagou…) vão, concerteza, depositar o dinheiro nos bancos e a criação de dinheiro há-de continuar.

Isto é o processo do multiplicador do crédito. É claro que os aumentos de criação de moeda serão cada vez menores. Deixa de ser possível criar moeda a partir dos meus 1000€ quando o volume de depósitos consequentes tiver crescido tanto que as Reservas são exactamente 20% do total de depósitos e iguais a 10000€. Neste ponto não há mais excesso de Reservas no sistema bancário, portanto, a expansão do crédito  e resultante criação de moeda terminou.

Para não complicar, evitei referir as consequências de uma maior ou menor quantidade de moeda na inflacção ou nas taxas de juro. Nem abordo outro processo tão importante como a criação de moeda, a destruição de moeda.  Outro factor que deveria ser desnecessário referir é isto: o processo de multiplicador do crédito é um processo finito! Enquanto houver moeda a ser criada, há crescimento económico, mas, quando a criação de moeda acaba, o crescimento económico pára e ficam as dívidas para pagar, com juros! Qualquer pessoa sensata percebe, quando chegamos a este ponto que, se a criação da moeda (ou, para este efeito, o crescimento pela concessão de crédito) não for acompanhada de um aumento da riqueza, o ciclo de crescimento termina e a economia entra em recessão.

Servindo-nos, então, da discussão que deu origem a este artigo – os desvarios esquerdistas da Islândia em consequência da falta de liquidez do sistema bancário – chegamos ao problema de Portugal: não há criação de riqueza!

A destruição do sector produtivo português começou no P.R.E.C., com as nacionalizações e reforma agrária, continuou no cavaquismo, com o desmantelamento do sector primário, e acabou com a inércia de quem nos governa até hoje! O sector da transformação foi arrastado pelo colapso do sector primário e as empresas que não desapareceram entretanto (a típica indústria portuguesa de mão-de-obra barata), estão agora a fechar ou a “deslocalizar-se” – eufemismo para irem explorar trabalhadores noutros países que estão a seguir o mesmo modelo económico que nos levou ao estado em que estamos. Aqueles que preseveraram, investiram, criaram empregos, produzem valor acrescentado e contribuem para o crescimento económico, depois do desprezo a que foram votados até há pouco, são agora asfixiados com impostos (para pagar os erros dos outros) e limitações à produção (por motivos que não interessam para este artigo).

A aposta portuguesa foi nos sector dos serviços que traz dinheiro rápido, mas, não produz riqueza. Quando muito, actividades como o turismo trazem divisa estrangeira – é como ter alguém a esvair-se em sangue e, em vez de tentar estancar a hemorragia, ir remediando com transfusões.

Chegamos, assim, àquilo que, no meu entender, desde as aulas de Economia Política com o Professor Arlindo Donário, considero o fracasso fundamental deste país: a falta de capital humano. A falta de educação – profissional e intelectual – de um povo é o maior obstáculo ao seu desenvolvimento. É indiscutível que pobreza gera pobreza e ignorância gera ignorância. O passo de gigante foi dado com o investimento na educação pública, mas, num mercado globalizado, não basta ter a maior parte da população com cursos superiores: a competição deve ser na qualidade das competências e não na “contagem de cabeças”. A renovação das gerações é uma certeza, mas, o que mais falta, é uma revolução das mentalidades.

Impõe-se, num artigo desta dimensão, uma conclusão em jeito de “moral da história”. Se algo há a retirar daqui é a fé nos Estados de Direito Democráticos, berços da economia liberal que colocou a sociedade Ocidental em patamares de desenvolvimento inéditos na história da Humanidade. Defendo, obviamente, a regulamentação dos mercados – a ausência de regras transforma a democracia em capitalismo selvagem, o que não é melhor que o comunismo! Onde a democracia não funciona, nada funciona – é uma certeza que a História nos dá. Por isso é que observo com um misto de riso e tristeza a deriva da Islândia, rumo a sistemas que já provaram não trazer nada de bom. Novamente a História, o derradeiro juíz, dar-me-á razão…

Cumprimentos!

António Gaito

30 Respostas to “A confusão entre Dívida e criação de Moeda”

  1. João Paulo Marques Matos Says:

    Muito bonito [clap clap] tens a matéria bem estudada, mas isto leva-nos ao que temos hoje.

    Hoje me dia os estados da zona euro não podem não podem recorrer ao Banco Central Europeu (BCE) para contrair dívidas, têm de o fazer através dos bancos privados. Mas a banca financia-se junto do BCE pagando uma taxa de juro de apenas 1% e depois essa mesma banca empresta esse mesmo dinheiro às famílias, às empresas e ao estado cobrando taxas de juros de cerca de 5%.

    sempre que esse dinheiro for movimentado vai gerar mais divida.

    bom termo: milagre. é mesmo um milagre 1% com tanto e 99% com tão pouco

    se é bom para ti perfeito. não é para mim. passa a frente.

  2. João Paulo Marques Matos Says:

    eh pa desculpa não li tudo… só agora vi a referencia ao bicho papão do comunismo buuuu
    é tudo mais do mesmo

  3. João Paulo Marques Matos Says:

    so para enriquecer a questao

  4. quartarepublica Says:

    Os Bancos Centrais não têm a função de emprestar dinheiro aos Estados, logo, em nenhuma circustância estes podem contrair dívidas junto deles. Situação diferente é um Banco Central comprar Dívida Pública – trata-se de um investimento.
    Deixa-me corrigir-te quando dizes «sempre que esse dinheiro for movimentado vai gerar mais divida». Estás a falar em aumento do endividamento. O termo dívida tem outro significado. E é verdade, mas, como expliquei no artigo, o endividamento é acompanhado da criação de moeda – numa economia saudável, isso não é um problema, já que tem de haver um aumento da riqueza a acompanhar este processo. O problema é quando não há riqueza a ser criada. Não esqueçamos que foi o acesso ao crédito que permitiu o nosso patamar de desenvolvimento, inexistente nos países onde o crédito só é concedido a uma minoria – daí o criador do microcrédito ter recebido o Nobel.
    Como disse noutro comentário, andas a ver muito os Zeitgeist… Já não me lembro se é o primeiro ou o segundo que fala do padrão-ouro: presta atenção porque está bem explicado. Agora não ligues é à cantilena igualitária do último porque aquilo é um chorrilho de disparates!
    Já tinha visto esta TED Talk, mas, com animação fica mais engraçado! Concordo com muito do que é dito, no entanto, nas palavras do Francis Fukuyama, «a experiência demonstra que, se os homens não puderem lutar por uma causa justa por esta ter triunfado numa geração anterior, acabarão por lutar contra ela»…

  5. João Paulo Marques Matos Says:

    1º é divida [ponto] chama-lhe o que tu quiseres da maneira que quiseres. vais passar a puta da vida com a corda no pescoço de joelhos perante a quem tens de paga-la.

    2º advogo o movimento zeitgeist e não é porque tu me dizes que não devo faze-lo – oh deus todo poderosos – que vou deixar de o fazer. A merda esta feita eu não preciso dos filmes zeitgeist podes ver a realidade em muitos outros documentários. Eu advogo o projecto vénus pois na minha cabeça é exatamente o que procurava desde ha muito tempo. como te deves lembrar das horas que passávamos a discutir em que te dizia ” não devia haver exércitos, guerras etc. o mundo deveria ser gerido por quem o sabe fazer e não por democracias disfarçadas”. Anos mais tarde descobri que há uma possibilidade. Podes resistir, é normal, mas o mundo vai mudar, seja como espero para um projecto venus global ou a destruição.
    Churrilho de disparates? és demasiado poderoso para mim oh deus todo poderoso eu sei que nunca vou ser igual a ti, porque isso da igualdade não existe serás sempre o meu ser superior que tudo sabe, escolhe comentar apenas o que lhe interessa da maneira que lhe interessa e que que se foda o resto. que se fodam os outros. tão mal? tivessem nascidos com pais com guita que os sustentem e umas quantas cunhas. os pretos a morrer era extermina-los e os que me impedirem de ser rico o mesmo. Sim meu irmão porque um dia tu também vais ser rico!!

  6. quartarepublica Says:

    Não sou rico (pelo contrário, tenho dívidas e dificuldades como a maior parte das pessoas), nem vislumbro hipótese de o vir a ser, tal é a minha opinião sobre a mobilidade social neste país…
    Alguém com COLHÕES no governo tomaria medidas como a suspensão da presença na Zona Euro e na União Europeia, regresso ao “padrão-ouro” e reformas profundas no sector productivo. Mas, como tal é demais para o “status vigente”, porque não aplicar a receita clássica para sair das crises económicas? Diminuir os impostos sobre o rendimento e aumentar o investimento público. Resposta: porque a crise também é financeira! Então, a resposta tem de consistir em incentivos ao sector produtivo! Mas, como em tudo na vida, não há bela sem senão: qual sector produtivo e com que dinheiro?
    Tens razão quando dizes «vais passar a puta da vida com a corda no pescoço de joelhos perante a quem tens de paga-la», porque não há coragem para “pegar o touro pelos cornos”! Mas, a alternativa é a mobilização geral para criar a Quarta República! Criar novas condições sócio-económicas para superar os problemas! Quem, neste país, é que está disposto a acompanhar-me para tomar São Bento, proclamar a revolução e iniciar a discussão sobre o país que queremos? Acredito que tu, mesmo com posições diametralmente opostas às minhas, fosses capaz de o fazer… Mas isto é uma nação de covardes comodistas! Sabes porque é que os franceses nunca chegaram ao estado em que estamos? Porque, ao mínimo atentado aos direitos garantidos, são exímos em erguer barricadas nas ruas!
    E não me arrogo como um deus, nem acredito em tais seres! Portanto, se queres manter a livre discussão de ideias, como é característica das sociedades democráticas, aponta factos e dá opiniões… Os argumentos “ad hominem”, ou seja, os insultos pessoais, são típicos das tiranias ou de quem não consegue arranjar argumentos razoáveis para rebater as ideias opostas… E sei que é capaz de melhor que isso! Ou, então, se não tens argumentos para contrapôr, dá-me a razão e reconhece que estavas errado. Eu não tenho qualquer problema em admitir que alguém argumentou melhor que eu e, por isso, dar-lhe razão e alterar a minha opinião.

  7. quartarepublica Says:

    Já agora, quando dizes que «o mundo deveria ser gerido por quem o sabe fazer», está a advogar o mesmo argumento das mais terríveis tiranias que a Humanidade já enfrentou…
    Na minha humilde opinião, o mundo deve ser gerido por que tem legitimidade para o fazer, através do apoio expresso da vontade popular, com o apoio de quem tem as melhores competências para aconselhar a tomada de decisões.
    A “direita” gosta muito das citações do Churchil, mas, eu sou mais francófilo e adepto do De Gaulle. Seja como for, é atribuída ao Churchil esta citação: «the best argument against democracy is a five minute conversation with the average voter».
    Entende como quiseres… Eu não partilho desta opinião, mas, compreendo-a! Agora, é preciso recordar que os regimes mais cruéis que a Humanidade conheceu, instalaram-se com o apoio da maioria da população… Para de imediato proibirem a participação popular!
    Portanto, se te sentirias realizado em viver numa ditadura ecologista em que ninguém trabalha porque todo o trabalho está mecanizado, onde não existe dinheiro nem propriedade privada, onde tudo o que tu fazes é determinado por alguém que to permite fazer: desafio-te e a quem pensa dessa forma a criar uma comunidade nesses moldes nalgum dos sítios inabitados deste planeta!

  8. João Paulo Marques Matos Says:

    o que tu chamas de “ditadura ecologista” eles chamam de sustentabilidade. um pouco diferente. e mesmo que fosse uma ditadura ecologista seria melhor do que uma ditadura nao ecologista, se pensarmos que a ecologia é a cincia que estuda a distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição. se o negas aceitas o destruir do mundo.

    “ninguém trabalha porque todo o trabalho está mecanizado” – correcto. um dos problemas fundamentais do capitalismo. automatizam para maximizar o lucro, mas esquecem-se que as pessoas fazem parte do capitalismo e sem poder de compra PUF

    não existe dinheiro nem propriedade privada. exacto. se tens acesso a tudo nao necessitas de acumular. para alem de que a maior parte das nossas necessidades não são na verdade necessidades são um forçar do consumismo por parte do capital…

    “o que tu fazes é determinado por alguém que to permite fazer” é falso. sugiro que te informes melhor. és livre de fazer o que quiseres se quiseres, tens direito a educação como todos e podes participar nas diferentes áreas. sublinho: não votas, participas

  9. quartarepublica Says:

    Resumindo: és adepto de um sistema autoritário e totalitário. Eu não aceito esses sistemas políticos.
    E não confundas a área científica chamada “ecologia” com os activistas de esquerda que tomaram de assalto o movimento ambientalista.

  10. João Paulo Marques Matos Says:

    oh hell isto vai demorar…
    se o autoritarismo é ” uma forma de governo caracterizada pela ênfase na autoridade do Estado em uma república ou união. É um sistema político controlado por legisladores não eleitos que usualmente permitem algum grau de liberdade individual.”
    então não.
    se estado é “conjunto das instituições (governo, forças armadas, funcionalismo público etc.) que controlam e administram uma nação”; “país soberano, com estrutura própria e politicamente organizado
    não existe a necessidade de haver paises e separar as pessoas, pelo contrário, a união das pessoas e a partilha de conhecimento permite um melhor e maior desenvolvimento
    reconhecemos que os exercitos só existem quando interesses como o lucro estão a cima de tudo o resto. Uma vez retirado o sistema monetário e criada abundancia não existe motivo para haver guerras.

    não existe republica,
    se “A República (do latim res publica, “coisa pública”) é uma forma de governo na qual o chefe do Estado é eleito pelos cidadãos ou seus representantes, tendo a sua chefia uma duração limitada”
    Não existe republica pois não existe necessidade de votar se podes participar. exemplo se não concordas com os estudos actuais sobre as alterações climaticas começas novos estudos ou juntas-te a um grupo já existente que irá eventualmente chegar a uma conclusão e se com sucesso estabelecer o novo paradigma.

    não é controlado por legisladores; reconhecemos que as leis existem apenas porque não existe o esforço de resolver os problemas existentes.

    permite a total liberdade; reconhecemos que as pessoas são livres. a automatização permite dar as pessoas o que elas necessitam e ao retira-las de trabalhos forçados terão todo o tempo do mundo para coisas bem mais uteis.

    Se:
    Totalitarismo (ou regime totalitário) é um sistema político onde o Estado, normalmente sob o controle de uma única pessoa, político, facção ou classe, não reconhece limites à sua autoridade e se esforça para regulamentar todos os aspectos da vida pública e privada, sempre que possível.

    não existe o controlo de uma só pessoa como já expliquei atrás. não existe controlo das pessoas ou da vida das pessoas existe controlo técnico dos bens produzidos para gerar abundância.

    falas sem saber

    em relação ao resto tocas-te no ponto certo. ao menos trata os bois pelos nomes!!!!

  11. quartarepublica Says:

    Quanto ao sistema económico e financeiro ideal, tal é a nossa divergência que não me parece possível conciliar o meu pragmatismo com o teu idealismo. Não vou argumentar contra uma opinião legítima, mesmo que diferente da minha.
    Quero só chamar-te a atenção para o irrealismo disto: «Uma vez retirado o sistema monetário e criada abundancia não existe motivo para haver guerras.» A riqueza/escassez não é o único motor da história e, neste ponto, quem melhor reconhece isto são os historiadores, filósofos e economistas marxistas. (Esta até me custou a sair!!!) Vai tentar explicar isso, por exemplo, a um islamita que quer aniquilar Israel, exterminar os judeus, converter o mundo ao Islão e viver num Califado global…
    Quanto aos “ecologistas”, desde que a embriaguês do aquecimento global apareceu, o que é feito das lutas pela qualidade do ar e da água, utilização racional dos solos, conservação da biodiversidade e ecossistemas face à construção desenfreada, etc. Revejo-me nessas lutas! Como é que justificas que a oposição às barragens de Foz Tua e Baixo Sabor não tenham merecido mais resistência por parte dos alegados ecologistas? Já não vêem outra coisa à frente a não ser o clima? Então nem são ecologistas, porque deixaram passar um dos maiores crimes ambientais dos últimos tempos, nem são climatologistas, porque activismo político não é ciência!

  12. João Paulo Marques Matos Says:

    concordo, mas a religião tem sido utilizado pelos que procuram dinheiro/poder/lucro para o justificar. A falta de formação das pessoas e a falta de importância que se dá as ciências faz com que isso perdure. esta mais que provado que quanto mais informadas e civilizadas são as pessoas menos crentes se tornam

  13. quartarepublica Says:

    Concordo contigo e o Atatürk já pensava como nós. Mas, a realidade que ele criou descambou na sociedade com maior crescimento do fundamentalismo islâmico, portanto, perante uma ideologia que promete um bem superior, não há argumentos racionais que convençam…

  14. Portugal, «a government-free zone» « Quarta República Says:

    […] O The Wall Street Journal chama os bois pelos nomes. O futuro Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) só estará operacional lá para 2013, portanto, se recorrermos à ajuda externa, será nas condições actuais – com juros elevados e com a obrigatoriedade de mais medidas de austeridade, tais como as que o parlamento chumbou. Além disso, Portugal, «a government-free zone» em risco de pedir um resgate internacional, ainda vai ter de contribuir com 18 mil milhões para o futuro MEE. A nossa miséria é temperada, neste artigo de Irwin Stelzer, pela falta de capital humano que já referi anteriormente. […]

  15. Entre o corralito e o funeral do Euro « Quarta República Says:

    […] historiográfica, vamos começar pelo presente: já fui a favor de uma reestruturação da nossa Dívida Pública. Mas, nós não temos o privilégio da Islândia que tem uma moeda própria e pode dar-se a esse […]

  16. OFERTA DE EMPRESTIMO ( privilegefinance4@gmail.com) Says:

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    privilegefinance4@gmail.com
    NB: Para evitar se você não é sério, sob pena de acusação
    judicial

  17. É a que demagogia alimenta a inflação. | horadobananense Says:

    […] https://quartarepublica.wordpress.com/2011/03/19/a-confusao-entre-divida-e-criacao-de-moeda/ […]

  18. santos Says:

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  27. Fernando Suares Empréstimo Financeiro COMPANY INC (fernandosuares09 @ gmail . com ) Says:

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    Email de contato: fernandosuares09@ gmail . com
    Entre em contato conosco para ser satisfeito no prazo de 72 horas. Saudações
    NB: Para evitar se você não é sério, sob pena de acusação judicial

  28. ozkan bektas Says:

    Olá, (ozkanbektas.ru@gmail.com) que você precisa para limpar um empréstimo de emergência ou de capitais de dívida Necessidade de melhorar o seu negócio? Ajudar as pessoas em dificuldades financeiras não ser recusado por bancos e outras instituições financeiras ?. Então, entre em contato conosco pelo e-mail: (ozkanbektas.ru@gmail.com)

  29. nicole Says:

    Boa noite tenho um testemunho que trazes em todos os fóruns que falamos de chantelle Sra. gomez um emprestador particular e eu decidi ir com ela. No começo eu pensei que ela era como outros emprestadores falsos mas esta senhora é excepcional, honesto e sério. Com ela eu tinha meu empréstimo de € 10.000 em menos de 72 horas de uma vez os procedimentos feitos. Então por favor em contacto com ela, se você precisa de um empréstimo de uma pessoa honesta e séria, aqui é seu e-mail: chantellegomez0@gmail.com

  30. semisch Says:

    Olá,
    Eu só ajudá-lo para todas as suas aplicações de empréstimo particular. O empréstimo é baseada na confiança, que é por isso que queremos conhecê-lo para que juntos fornecem as condições do empréstimo. Tudo vai ser tudo e em total transparência. Nós garantimos que você ficará satisfeito com a gente. Você depor. Diga-nos os seus montantes de financiamento.
    semisch@hotmail.fr

    cordialmente

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